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Mercado de carne de frango mantém estabilidade diante de desafios

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O mercado brasileiro de carne de frango registrou estabilidade ao longo da semana, com preços mantendo-se firmes em meio a um ambiente de negócios que sugere neutralidade. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, os custos de nutrição animal aumentaram nos últimos dias, especialmente os custos com milho, devido às perdas causadas pela escassez de chuvas no Centro-Oeste do Brasil. Iglesias também destacou que, apesar dos desafios, o número de focos de Influenza Aviária ainda é significativo, o que adiciona pressão ao mercado.

O analista observou que, apesar do ambiente de cautela, o mercado atacadista apresentou preços estáveis, com um viés de alta mais evidente em produtos mais bem ajustados. Esse cenário ocorre mesmo com uma demanda moderada, típica do período do mês em que a procura é menos intensa.

Projeções e cenário futuro

Para a primeira quinzena, Iglesias prevê um potencial de recuperação dos preços, impulsionado pela entrada dos salários na economia, o que estimula a reposição ao longo da cadeia produtiva, abrindo espaço para ajustes. As exportações continuam sendo expressivas, com um volume considerável nesta temporada. O Brasil mantém sua posição de destaque como principal fornecedor global de carne de frango.

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Variações nos preços internos

De acordo com o levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados e resfriados de frango tiveram algumas mudanças ao longo da semana, tanto no atacado quanto na distribuição. Em várias regiões do Brasil, os preços do quilo vivo do frango também apresentaram variações, refletindo as diferentes dinâmicas regionais e as condições do mercado.

Exportações

Em maio, as exportações de carne de aves do Brasil totalizaram US$ 427,961 milhões, com uma média diária de US$ 35,663 milhões. A quantidade total exportada foi de 243,875 mil toneladas, com uma média diária de 20,323 mil toneladas. Embora tenha havido uma alta no valor médio diário em comparação com maio de 2023, os preços médios registraram uma queda. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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