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Mercado do boi gordo encerra abril com oscilações nos preços e avanço nas escalas de abate

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Preços mistos marcaram o mês de abril

O mercado brasileiro de boi gordo apresentou comportamento misto ao longo de abril. De acordo com o analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, os preços registraram alta nas principais praças pecuárias durante a primeira metade do mês. No entanto, esse movimento foi revertido nas semanas seguintes, com a intensificação da oferta de animais para abate, o que pressionou as cotações, sobretudo nos estados de São Paulo e Goiás.

Expectativas para maio apontam possível recuo nos preços

Segundo Iglesias, a tendência para o mês de maio é de queda nos preços da arroba, em função da sazonalidade típica do período, que coincide com o pico da oferta de boi gordo. Apesar disso, fatores como o aumento no consumo por conta do Dia das Mães e o ritmo forte das exportações devem atuar como limitadores de quedas mais expressivas nas cotações.

Variação de preços nas principais praças pecuárias

No dia 30 de abril, os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo apresentaram o seguinte panorama:

  • São Paulo (Capital): R$ 315,00 por arroba, recuo de 1,56% em relação aos R$ 320,00 registrados no fim de março;
  • Goiás (Goiânia): R$ 300,00 por arroba, queda de 3,23% ante os R$ 310,00 do mês anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00 por arroba, alta de 4,92% frente aos R$ 305,00 do mês passado;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00 por arroba, avanço de 1,59% ante os R$ 315,00 do final de março;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 325,00 por arroba, alta de 6,56% sobre os R$ 305,00 da semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00 por arroba, valorização de 1,82% frente aos R$ 275,00 da semana passada.
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Atacado segue em valorização impulsionado por consumo

O mercado atacadista de carne bovina registrou forte valorização ao longo de abril, refletindo um cenário de oferta mais ajustada. Para a primeira quinzena de maio, a expectativa é de continuidade no movimento de alta, impulsionado pela entrada dos salários na economia e pela celebração do Dia das Mães, tradicionalmente associada ao aumento do consumo de carne bovina.

  • Quarto traseiro do boi: cotado a R$ 25,00 o quilo, com queda de 1,96% frente aos R$ 25,50 de março;
  • Quarto dianteiro: comercializado a R$ 20,50 o quilo, com alta de 8,11% em relação aos R$ 18,50 do mês anterior.
Exportações mantêm desempenho robusto

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada totalizaram US$ 1,062 bilhão em abril (considerando 17 dias úteis), com média diária de US$ 62,438 milhões. O volume exportado chegou a 211,548 mil toneladas, o que representa uma média diária de 12,444 mil toneladas. O preço médio por tonelada ficou em US$ 5.021,20.

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Na comparação com abril de 2024, os dados indicam:

  • Crescimento de 46,1% no valor médio diário das exportações;
  • Alta de 31,8% na média diária de volume exportado;
  • Avanço de 10,8% no preço médio da tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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