AGRONEGÓCIO

Soja Apresenta Alta em Chicago Nesta Sexta-feira: Correção Técnica Impulsiona Preços

Publicado em

O mercado da soja voltou a registrar alta na Bolsa de Chicago nesta manhã de sexta-feira (2). Por volta das 7h35 (horário de Brasília), as cotações apresentavam elevação de 7 a 11,75 pontos nos contratos mais negociados. O contrato de agosto estava cotado a US$ 10,29, o de setembro a US$ 10,20 e o de novembro a US$ 10,28 por bushel. Esses preços encerram a semana em níveis superiores aos do início, refletindo um movimento de correção técnica após quedas significativas.

Apesar da recuperação, analistas e consultores de mercado indicam que a pressão sobre as cotações na CBOT (Bolsa de Chicago) continua. As previsões climáticas favoráveis nos Estados Unidos sugerem uma oferta abundante na próxima temporada, enquanto a demanda pela soja norte-americana permanece contida.

“Não há um grande problema, não podemos falar em cortes expressivos de produção, pelo contrário. Temos falado cada vez mais na possibilidade de uma safra cheia, com produtividades muito altas nos principais estados produtores, inclusive podendo atingir a maior produtividade da história dos Estados Unidos”, explica Luiz Fernando Gutierrez, analista de mercado da Safras & Mercado.

Leia Também:  Valor bruto da produção de café na Região Sudeste deve chegar a R$ 108,22 bilhões em 2025, diz estudo

Gutierrez ressalta que, embora a pressão ainda persista no mercado da soja na CBOT, com possibilidade de novas baixas, “a maior parte do movimento negativo já está aí, está passando, mas ainda temos um cenário macro mais positivo do que negativo”. Ele complementa que, do lado da demanda, seria necessário um movimento bem mais agressivo da China nos EUA para alterar significativamente o cenário das cotações.

Ainda nesta sexta-feira, tanto o farelo quanto o óleo de soja apresentaram altas consideráveis, o que favoreceu os ganhos do grão.

No Brasil, o dólar acima de R$ 5,70 continua a conferir um suporte expressivo aos preços da soja no mercado nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia Também:  Trump se apresenta à Justiça novamente em processo sobre Capitólio
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia Também:  Ouvidora-geral Oneide Romera apresenta relatório à Comissão de Saúde da ALMT
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA