AGRONEGÓCIO

Mercado do açúcar volta a subir, mas cenário global segue limitando valorização

Publicado em

Preços internacionais do açúcar abrem em alta

Os contratos futuros do açúcar iniciaram o pregão desta quinta-feira (24) com valorização nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o vencimento para outubro de 2025 subiu 1,72%, sendo negociado a 16,52 centavos de dólar por libra-peso. O contrato com entrega para março de 2026 também apresentou alta de 1,36%, cotado a 17,10 centavos.

No mercado europeu, o açúcar branco com vencimento em outubro de 2025 teve valorização de 1,57%, alcançando US$ 478,80 por tonelada em Londres.

Expectativa de aumento nas exportações da Índia pressiona cotações

Apesar do avanço nos preços, o mercado permanece sob influência de fatores que limitam ganhos mais expressivos. Na quarta-feira (23), os contratos chegaram a registrar as menores cotações das últimas 2 a 2,5 semanas, diante da possibilidade de retomada das exportações indianas.

Segundo a Bloomberg, o governo da Índia poderá autorizar usinas locais a exportarem açúcar na temporada que começa em outubro. A decisão estaria apoiada nas chuvas intensas registradas durante a monção, que superaram em 6% a média histórica, de acordo com o Departamento Meteorológico do país.

Leia Também:  Prazo para recurso do Casa Cuiabana começa nesta segunda-feira (6)
Produção brasileira segue em alta, com usinas priorizando o açúcar

Outro fator que mantém pressão sobre os preços é a expectativa de aumento na produção brasileira. As usinas continuam priorizando a fabricação de açúcar em detrimento do etanol, aproveitando o clima favorável à colheita e moagem da cana-de-açúcar.

Produtividade e qualidade da cana em queda no Centro-Sul

Apesar do bom ritmo de produção, dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) revelam queda na produtividade e na qualidade da cana-de-açúcar na região Centro-Sul em junho. O boletim De Olho na Safra apontou uma redução de 10,8% na produtividade agrícola média (TCH), que passou de 88,9 para 79,3 toneladas por hectare.

O Açúcar Total Recuperável (ATR) médio acumulado também recuou 3,1%, atingindo 121,4 kg por tonelada. Como resultado, o indicador de toneladas de açúcar por hectare (TAH) caiu 11,5%, de 11,2 para 9,9 t/ha.

Na comparação entre junho de 2025 e junho de 2024, o ATR apresentou queda de 4,4%, acompanhada por uma retração semelhante na produtividade.

Leia Também:  Fé, caravanas e participação regional movimentam a economia durante o Carnaval
Aposta em variedades precoces para recuperação

Para Henrique Mattosinho, gerente de Desenvolvimento de Mercado do CTC, o uso de materiais genéticos mais modernos e produtivos, principalmente as variedades precoces, será essencial para recuperar o desempenho da safra nas próximas etapas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Carcaça Casada Bovino Alcança Preço Recorde Acima de R$ 22/kg

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Fé, caravanas e participação regional movimentam a economia durante o Carnaval

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA