AGRONEGÓCIO

Fé, caravanas e participação regional movimentam a economia durante o Carnaval

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Enquanto blocos tomaram a Avenida Mato Grosso, milhares de jovens e famílias lotaram o Congresso da Umadecre e o Vinde e Vede, na Arena Pantanal. A presença de caravanas, famílias e participantes de diferentes regiões reforçou o clima de acolhimento e fé durante a programação, neste sábado (14).

A estudante Maria Divina, de 19 anos, participou da programação religiosa e destacou o impacto direto do transporte gratuito. “Esse ano foi muito melhor. Em 2025 eu gastei muito com transporte por aplicativo para ir ao congresso. Agora, com o ônibus gratuito, é uma economia grande. Tem gente que deixaria de vir se tivesse que pagar”.

Maria José, moradora do Parque Cuiabá, contou que no ano passado precisou arcar com altos custos de aplicativo. “Este ano foi uma bênção. Eu não teria condições de pagar novamente”.

Segundo o pesquisador do Carnaval brasileiro e professor do Instituto Federal de Mato Grosso, Washington Souza, o apoio público fortalece cultura, turismo e inclusão social. “O Carnaval é patrimônio cultural brasileiro, reconhecido por lei federal. Quando o poder público garante mobilidade e segurança, está valorizando cultura, turismo e inclusão social”.

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Incentivo à Economia

Até o fim do evento, a estimativa é que Vinde e Vede e Umadegre atraiam cerca de 400 mil pessoas à capital, incluindo caravanas de diversas regiões do Estado, o que está impulsionando significativamente a economia local e o turismo.

Na Arena Pantanal, o Vinde e Vede 2026 reuniu cerca de 20 mil fiéis apenas no primeiro dia de programação, consolidando-se como um dos maiores encontros católicos do Centro-Oeste, promovido pela Arquidiocese de Cuiabá. Caravanas de paróquias da capital e do interior participaram da abertura, marcada pela Santa Missa, momentos de oração, acolhida de voluntários e funcionamento de tendas com alimentação e artigos religiosos, que também movimentam a economia local.

A programação continua neste domingo (16), a partir das 14h, com a presença de grandes nomes da Arquidiocese de Cuiabá e também da Igreja no Brasil. A Renovação Carismática Católica assume a condução das apresentações e palestras, prometendo ainda mais momentos de espiritualidade, formação e entusiasmo missionário para todos os participantes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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