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Mercado de Soja Inicia Semana com Tendência Positiva no Brasil

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O mercado brasileiro de soja começa a semana em alta, favorecido pela valorização do dólar e pelo movimento de preços na Bolsa de Chicago, fatores que podem garantir melhores cotações e fomentar negócios nas principais praças do país.

A safra 2024/25 de soja no Brasil já atingiu 69,1% da área estimada até 8 de novembro, conforme levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, o percentual semeado era de 52,9%. Este avanço representa um ritmo superior ao mesmo período de 2022, quando o plantio estava em 57,1%, e também acima da média dos últimos cinco anos, de 59,6%.

Na sexta-feira, o mercado interno de soja registrou aumento na movimentação, embora o volume de negócios tenha sido limitado pela baixa disponibilidade de produto. Os preços oscilaram entre estáveis e em alta. Com a volatilidade em Chicago e a firmeza do dólar, surgiram algumas oportunidades pontuais para os produtores. Nos portos, foram observadas indicações de R$ 150 por saca, embora para pagamento apenas em janeiro, além de muitas cotações nominais.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 kg foi mantida a R$ 137,00; na região das Missões (RS), permaneceu em R$ 136,00; e no Porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 145,00 para R$ 145,50. Em Cascavel (PR), o valor da saca subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00, enquanto no Porto de Paranaguá (PR) o preço aumentou de R$ 146,00 para R$ 147,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação ficou estável em R$ 154,00. Em Dourados (MS), a saca teve alta de R$ 140,00 para R$ 143,00, e em Rio Verde (GO), foi mantida em R$ 138,00.

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Comercialização da Safra e Previsões de Produção

A comercialização da safra 2023/24 de soja já abrange 92,6% da produção projetada, segundo a Safras & Mercado, com dados até 8 de novembro. No relatório anterior, em 4 de outubro, o percentual era de 87,7%. No mesmo período do ano passado, o percentual de venda estava em 89,5%, com média de cinco anos em 92,9%. Considerando uma produção estimada de 152,29 milhões de toneladas, o volume já comercializado é de 141,05 milhões de toneladas.

Para a safra 2024/25, estimada em 171,78 milhões de toneladas, a venda antecipada atinge 28,2%, equivalente a 48,39 milhões de toneladas. No mesmo período de 2022, a comercialização antecipada era de 24,2%, enquanto a média de cinco anos é de 33%. No relatório anterior, o percentual era de 24,8%.

Mercado Internacional: Chicago e o Relatório do USDA

Os contratos para entrega em janeiro na Bolsa de Chicago foram cotados a US$ 10,33 1/4 por bushel, com valorização de 0,29% em relação ao dia anterior. A alta é impulsionada pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que revelou uma redução na estimativa de produção da soja americana para a safra 2024/25, que deve alcançar 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas). A produtividade foi revista para 51,7 bushels por acre, abaixo dos 53,1 bushels estimados anteriormente, frustrando as expectativas do mercado.

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O aumento dos preços dos óleos vegetais, incluindo soja, palma e canola, também tem contribuído para a valorização da soja no mercado internacional.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registra alta de 1,35%, sendo cotado a R$ 5,8135, enquanto o dollar index (DXY) avança 0,52%, chegando a 105,56 pontos.

Nos mercados internacionais, as principais bolsas asiáticas encerraram em alta, com Xangai avançando 0,51% e Tóquio, 0,08%. Na Europa, as bolsas também operam em alta, com Paris subindo 1,24%, Frankfurt, 1,46%, e Londres, 0,75%. Já o petróleo apresenta queda, com o WTI para dezembro recuando 2,13%, cotado a US$ 68,89 por barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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