AGRONEGÓCIO

Mercado de Soja em Chicago Continua em Queda, com Oscilações Limitadas

Publicado em

Os contratos futuros da soja mantiveram a tendência de queda na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (28), em meio a uma semana caracterizada por oscilações tímidas e volumes de negócios reduzidos. Conforme apontam analistas e consultores, o mercado segue operando de forma lateral, aguardando novas informações em um cenário já amplamente conhecido.

Por volta das 7h45 (horário de Brasília), as principais cotações recuavam entre 6,75 e 7,25 pontos, com o contrato para novembro negociado a US$ 9,79 e o de março a US$ 10,11 por bushel.

De um lado, as expectativas em torno da nova safra norte-americana, que promete ser recorde, continuam a influenciar o mercado. No entanto, algumas áreas ainda necessitam de mais chuvas para assegurar o bom desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas para os próximos dias indicam tempo mais quente e seco em partes do Corn Belt, mas sem causar grandes preocupações ao mercado.

Por outro lado, o comportamento da demanda vem contribuindo para um certo equilíbrio nos preços. As compras de soja nos Estados Unidos têm se mostrado mais robustas, com o produto americano mais competitivo em comparação ao brasileiro, refletindo a sazonalidade do mercado.

Leia Também:  Soja enfrenta correção de preços na Bolsa de Chicago após alta anterior

Além disso, os traders continuam atentos ao desempenho dos derivados da soja, que têm mostrado grande volatilidade nesta semana. Na sessão desta quarta-feira, enquanto o preço do óleo de soja registrava alta, o farelo de soja apresentava uma queda próxima de 1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado global de açúcar pode registrar déficit em 2026/27, alerta Organização Internacional do Açúcar

Published

on

A Organização Internacional do Açúcar projeta que o mercado global de açúcar deverá entrar em déficit na safra 2026/27, sinalizando uma possível mudança no equilíbrio entre oferta e demanda após um período de superávit mundial.

Segundo estimativa divulgada pela entidade em atualização trimestral, o déficit global deverá alcançar 0,262 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, refletindo principalmente uma queda prevista de cerca de 2 milhões de toneladas na produção mundial.

El Niño amplia preocupação com oferta global de açúcar

De acordo com a OIA, o avanço do fenômeno climático El Niño aumenta os riscos para importantes regiões produtoras, elevando as preocupações com produtividade agrícola e oferta global da commodity.

O relatório aponta que as condições climáticas podem afetar diretamente a produção de cana-de-açúcar em grandes exportadores, alterando o comportamento do mercado internacional ao longo de 2026 e 2027.

A entidade destacou que a previsão de déficit marca a primeira estimativa oficial para a safra 2026/27.

Superávit global de açúcar em 2025/26 foi revisado para cima

Apesar da perspectiva de déficit futuro, a Organização Internacional do Açúcar revisou para cima sua projeção de superávit global na temporada 2025/26, considerando o ciclo entre outubro e setembro.

Leia Também:  Exportações do Paraná crescem em 2026 e vendas para Europa e Ásia mais que dobram

A estimativa passou de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas, indicando oferta ainda confortável no curto prazo.

Segundo a entidade, o cenário atual tende a manter os preços relativamente estáveis nos próximos meses.

“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto”, informou a organização.

Formação de estoques pode sustentar preços internacionais

Mesmo com oferta global positiva na temporada atual, a OIA avalia que alguns fatores podem limitar pressões de baixa sobre os preços internacionais do açúcar.

Entre eles estão:

  • preocupações com redução no uso de fertilizantes;
  • aumento das operações de hedge;
  • formação preventiva de estoques;
  • incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.

Segundo a entidade, esses elementos podem contribuir para maior sustentação dos preços no mercado internacional.

Produção global de etanol deve crescer em 2026

O relatório também apresentou projeções para o mercado global de etanol, setor diretamente ligado à cadeia sucroenergética.

A expectativa da OIA é que a produção mundial avance de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros em 2026, impulsionada principalmente pela recuperação da produção brasileira e pela expansão do setor na Índia.

O consumo global de etanol também deverá crescer, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros, embora ainda permaneça abaixo da oferta prevista.

Leia Também:  Começa o vazio sanitário para conter bicudo e proteger safra nacional
Alta do petróleo fortalece demanda por biocombustíveis

Segundo a organização, o aumento dos preços do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, vem ampliando o interesse global pelos biocombustíveis.

A OIA destacou que diversos países estão ampliando programas de mistura de etanol à gasolina como estratégia energética e ambiental.

Entre os movimentos citados pela entidade estão:

  • o avanço do E32 no Brasil;
  • discussões sobre E25 na Índia;
  • ampliação do E20 na União Europeia.

Os biocombustíveis ganham competitividade econômica em cenários de petróleo elevado, favorecendo a demanda por etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

Brasil segue no centro das atenções do mercado sucroenergético

Com a recuperação da produção nacional prevista para 2026, o Brasil deve continuar exercendo papel estratégico no abastecimento global tanto de açúcar quanto de etanol.

O desempenho climático da safra brasileira, aliado ao comportamento da demanda internacional por biocombustíveis, deverá ser determinante para o equilíbrio do mercado global nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA