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Começa o vazio sanitário para conter bicudo e proteger safra nacional

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Está começando em todo Brasil, os períodos de vazio sanitário do algodão, para combater o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), praga considerada a mais destrutiva da cotonicultura. O calendário varia conforme a região, mas em todos os casos o objetivo é o mesmo: eliminar completamente plantas vivas e restos culturais que possam servir de abrigo ao inseto entre uma safra e outra.

A estratégia é considerada essencial para proteger uma cadeia que, em 2024, exportou 1,72 milhão de toneladas de fibra, movimentando cerca de R$ 18 bilhões e consolidando o Brasil como segundo maior exportador global. A cotonicultura concentra-se no Cerrado, com destaque para Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul, mas São Paulo, Goiás e outros estados também mantêm áreas relevantes e legislação própria para o vazio.

Originário das Américas, o bicudo-do-algodoeiro ataca preferencialmente estruturas reprodutivas da planta. Ao perfurar botões florais e maçãs para se alimentar e depositar ovos, provoca queda prematura e compromete fibras e sementes. O impacto pode ser devastador: em áreas sem controle, a redução da produtividade ultrapassa 50%. Por isso, a eliminação de soqueiras e rebrotes — já que o algodão é uma planta perene e de difícil erradicação — é condição indispensável para o sucesso da medida.

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O calendário nacional não é unificado: cada estado define seus períodos conforme clima e condições locais. Em Goiás, por exemplo, o vazio sanitário começou em 10 de setembro e atinge 54 municípios. Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão mantêm datas próprias, geralmente entre 60 e 90 dias, determinadas por portarias estaduais. Já em São Paulo, a Resolução nº 30/2024 da Secretaria de Agricultura estabeleceu o vazio da Região II entre 10 de setembro e 10 de novembro.

A sincronização entre regiões é fundamental para reduzir refúgios da praga. Caso um produtor descuide da destruição de plantas vivas, a infestação pode migrar e colocar em risco lavouras vizinhas, anulando o esforço coletivo.

Além da limpeza do campo, os produtores são obrigados a registrar suas áreas de cultivo em sistemas estaduais. Em São Paulo, a inscrição deve ser feita no GEDAVE, com comunicação do plantio em até 15 dias após a semeadura. O mesmo ocorre em outros estados, onde cadastros eletrônicos permitem fiscalizar o cumprimento da norma e orientar ações de defesa vegetal.

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A cotonicultura brasileira tem peso estratégico na economia: gera milhares de empregos diretos e indiretos, impulsiona setores de insumos, logística, beneficiamento e abastece tanto a indústria têxtil interna quanto o mercado externo. O país, que já foi importador, hoje se destaca pela qualidade da fibra e pelas práticas sustentáveis, com certificações como o Algodão Brasileiro Responsável (ABR).

Cumprir o vazio sanitário exige esforço técnico e custos adicionais, mas especialistas reforçam que o descuido sai mais caro: produtividade em queda, perdas de exportação e riscos para a imagem do algodão brasileiro. A médio prazo, o setor aposta em manejo integrado de pragas, melhoramento genético, controle biológico e maior integração entre estados para harmonizar os períodos de vazio.

Com a safra em expansão e demanda internacional aquecida, o Brasil depende do rigor no controle do bicudo para manter sua posição de liderança e seguir como fornecedor confiável de algodão no mercado global.

Fonte: Pensar Agro

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Operação Telefone Sem Fio retira 500 quilos de cabos irregulares da Avenida Dom Bosco

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, neste domingo (12), a sexta edição da Operação Telefone Sem Fio, desta vez na Avenida Dom Bosco. A ação retirou cabos irregulares, clandestinos e em desuso instalados nos postes da via pública.

A operação conjunta envolve a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), a Segurança Pública Municipal, o Procon Municipal e a Energisa Mato Grosso, concessionária responsável pela gestão dos postes no Estado.

Durante a ação na Avenida Dom Bosco, foram retirados cerca de 500 quilos de cabos desativados e irregulares, reforçando o objetivo da operação de oferecer uma resposta efetiva à população, que convive diariamente com os riscos provocados por fios e cabos abandonados.

De acordo com o supervisor da Energisa, Leonardo Lira, além da retirada dos cabos sem utilização, a concessionária também aproveitou a operação para realizar intervenções preventivas na rede elétrica. “Estamos aqui em mais uma importante etapa da Operação Telefone Sem Fio, na Avenida Dom Bosco, onde trabalhamos para remover cerca de 500 quilos de cabos desativados e irregulares. Aproveitamos a ação para realizar melhorias necessárias na rede, garantindo mais segurança, continuidade e qualidade na prestação dos serviços à população. O principal objetivo da operação é assegurar a segurança das pessoas e promover o ordenamento das vias públicas”, destacou Leonardo Lira.

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A diretora de Atividades Ambientais e Urbanísticas da Sorp, Kelly Barros, ressaltou que a ação vai além da organização dos postes, trazendo benefícios diretos para a segurança e para o aspecto urbano da cidade. “Esta é a sexta edição da Operação Telefone Sem Fio, uma ação integrada entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública, Energisa, Segurança Pública, Semob e Procon. É uma operação muito importante porque aumenta a segurança da população, reduz a poluição visual e garante uma infraestrutura mais organizada, com a retirada de fios e cabos inutilizados. Caso algum consumidor se sinta prejudicado em razão da remoção dos cabos, poderá procurar o Procon para receber o atendimento necessário”, afirmou Kelly.

O Procon Municipal acompanha toda a operação para prestar atendimento aos consumidores que eventualmente tenham interrupção dos serviços de telefonia em decorrência da retirada de cabos irregulares. O atendimento pode ser solicitado pelo WhatsApp (65) 3324-9680.

A Operação Telefone Sem Fio já passou pela Avenida Comandante Costa, na região Centro-Sul, Avenida das Palmeiras, no bairro Recanto dos Pássaros, Avenida Isaac Póvoas, Avenida dos Trabalhadores e Avenida Carmindo de Campos. Ao longo das cinco primeiras edições, mais de 12 toneladas de cabos e materiais irregulares foram retiradas dos postes de Cuiabá.

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A iniciativa também ganhou reforço com a aprovação da Lei Complementar nº 599/2026 pela Câmara Municipal de Cuiabá, que tornou mais rígidas as regras para a ocupação dos postes pelas concessionárias. A legislação é resultado dos trabalhos desenvolvidos pela CPI dos Cabos e Fios Abandonados e fortalece as medidas voltadas à organização da infraestrutura urbana e à segurança da população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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