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Mercado de milho mantém estabilidade no Brasil enquanto preços futuros flutuam em Chicago e B3

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O mercado de milho no Brasil segue com baixa liquidez e ritmo de negociação reduzido nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a resistência dos produtores em aceitar preços menores, somada aos altos custos logísticos, limita o avanço dos negócios, mesmo com boa oferta e andamento do plantio.

No Rio Grande do Sul, o mercado permanece enfraquecido, com compras concentradas em pequenos consumidores e forte dependência de grãos de outros estados e do Paraguai. As indicações de compra variam entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca, enquanto as pedidas ficam entre R$ 70,00 e R$ 72,00/saca. No porto gaúcho, o preço futuro para fevereiro/2026 é R$ 69,00/saca, e em Panambi a “pedra” está em R$ 59,00/saca, refletindo a escassez de negócios significativos.

Em Santa Catarina, os preços se mantêm firmes nas cooperativas, com pedidas de produtores em torno de R$ 80,00/saca, frente a ofertas industriais próximas de R$ 70,00/saca. A média estadual está em R$ 68,00/saca. Muitos produtores seguem retendo estoques, à espera de condições mais favoráveis, enquanto exportações lentas e altos custos de transporte pressionam os preços.

No Paraná, a segunda safra avança, mas o mercado regional continua sem fôlego. Cerca de 35% da safra já foi vendida, com pedidas em torno de R$ 75,00/saca e ofertas a R$ 70,00 CIF. Em Mato Grosso do Sul, o mercado spot varia entre R$ 48,00 e R$ 52,00/saca, mas o setor de bioenergia se destaca, com foco em etanol, biogás e DDG, consolidando o estado como líder na industrialização do milho e aproveitamento da safra recorde.

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B3 opera próximo da estabilidade com leve correção nos contratos curtos

Na Bolsa Brasileira (B3), o milho abriu o pregão em campo misto nesta sexta-feira (24). Por volta das 10h, os principais contratos flutuavam entre R$ 67,28 e R$ 72,33/saca. O contrato de novembro/25 era cotado a R$ 67,28 (+0,12%), janeiro/26 valia R$ 70,70 (-0,03%), março/26 estava em R$ 72,33 (+0,11%) e maio/26 a R$ 71,44 (+0,13%).

Na quinta-feira (23), o mercado brasileiro apresentou correção, com queda nos contratos mais curtos e estabilidade nos vencimentos longos. O contrato de novembro/25 fechou a R$ 67,26, recuando R$ 1,27 no dia e R$ 0,67 na semana. Janeiro/26 encerrou em R$ 70,72, e março/26 terminou a R$ 72,26. A diferença entre mercado físico e futuros voltou a se ampliar, alcançando 2,48%, podendo gerar ajustes nos próximos pregões.

Mercado externo: Chicago registra ganhos com produção de etanol e firmeza do físico

Nos Estados Unidos, a Bolsa de Chicago (CBOT) iniciou o dia com preços futuros do milho em baixa, mas apresentou alta nas últimas sessões. O contrato de dezembro/25 avançou 1,18%, para US$ 4,28/bushel, e março/26 subiu 1,26%, atingindo US$ 4,41/bushel.

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A valorização é sustentada pelo aumento do preço do petróleo, que torna o milho mais competitivo na produção de etanol, e pela resistência dos produtores norte-americanos em vender, mesmo com a colheita recorde em andamento. Além disso, a retomada de pagamentos e empréstimos agrícolas pela FSA reforça a confiança do produtor, mantendo os preços firmes.

Segundo a Successful Farming, a queda observada em alguns contratos decorreu de vendas técnicas e realização de lucros após picos recentes. A produção de etanol nos EUA atingiu 1,112 milhão de barris na semana encerrada em 17 de outubro, o maior volume em mais de quatro meses, acima da semana anterior, que registrou 1,074 milhão de barris, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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