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Cuiabá realiza mutirão com cirurgias de vesícula por vídeo para reduzir fila de espera

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, realizará um mutirão com cirurgias de vesícula por videolaparoscopia no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Os procedimentos beneficiarão pacientes que já estão regulados pela Central de Regulação Municipal e que atualmente passam pelos exames pré-operatórios complementares.

As cirurgias serão realizadas nos dias 13, 20 e 27 de junho, além de 11, 18 e 25 de julho, com cinco procedimentos agendados em cada data.

O grande diferencial da ação é a utilização da videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva considerada uma das mais modernas e seguras para a retirada da vesícula biliar. O procedimento é realizado por meio de pequenas incisões, utilizando uma câmera de alta definição que permite ao cirurgião visualizar a região interna do paciente em tempo real.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a realização das cirurgias por vídeo representa um avanço importante na assistência oferecida à população.

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“Estamos ampliando o acesso dos pacientes a procedimentos modernos e mais seguros. A videolaparoscopia proporciona uma recuperação mais rápida, menos dor no pós-operatório e menor tempo de internação, garantindo mais conforto e qualidade de vida para quem aguarda por esse tratamento”, afirmou.

Entre os principais benefícios da cirurgia por vídeo estão a redução dos riscos de infecção, menor sangramento, cicatrizes reduzidas e retorno mais rápido às atividades cotidianas. A técnica também contribui para uma recuperação mais eficiente dos pacientes, permitindo maior rotatividade dos leitos hospitalares.

A secretária adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, Erika Carvalho, ressaltou que o mutirão faz parte das estratégias adotadas para dar mais celeridade aos atendimentos especializados.

“Estamos trabalhando para acelerar a realização dos procedimentos cirúrgicos e reduzir o tempo de espera dos pacientes regulados. Além de ampliar o acesso, estamos garantindo que esses atendimentos sejam realizados com tecnologia e segurança, oferecendo um tratamento mais moderno e eficiente para a população”, destacou.

A iniciativa integra as ações da Secretaria Municipal de Saúde voltadas à redução da demanda reprimida por cirurgias eletivas. Paralelamente, o Hospital Municipal de Cuiabá também realizará, nos dias 3 e 4 de julho, um mutirão de cirurgias reparadoras para pacientes vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho.

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Com a ação, a Prefeitura de Cuiabá reforça o compromisso de ampliar o acesso aos procedimentos cirúrgicos especializados e garantir mais agilidade no atendimento aos pacientes da rede municipal de saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Chuva irregular aumenta risco de falhas no plantio da soja

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O Paraná já semeou 28% dos 5,74 milhões de hectares destinados à soja na safra 2026/27. O avanço de 13 pontos percentuais em uma semana colocou o Estado na liderança nacional do plantio e marcou o ritmo mais rápido para o período desde a temporada 2018/19.

O levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mostra que 93% das lavouras implantadas estão em boas condições e 7% apresentam situação considerada média. No mesmo período do ano passado, 26% da área paranaense havia sido semeada.

A combinação de umidade no solo com períodos de tempo firme permitiu a entrada das máquinas logo após o encerramento do vazio sanitário, em 20 de setembro. A estimativa inicial do Deral é de que o Paraná colha 22,6 milhões de toneladas, volume 4% superior ao projetado para o ciclo anterior.

O ritmo acelerado aumenta a importância da qualidade da operação. Plantar mais hectares por dia ajuda o produtor a aproveitar os intervalos sem chuva, mas o aumento excessivo da velocidade pode prejudicar a distribuição das sementes, deixar falhas e formar plantas em distâncias irregulares.

Trabalhos reunidos pela pesquisa agropecuária indicam que velocidades superiores a 8 quilômetros por hora tendem a reduzir a uniformidade em determinadas condições. O limite não é igual para todas as propriedades. Tipo de semeadora, quantidade de palha, relevo, umidade e condição do solo alteram o desempenho da máquina.

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A recomendação é conferir a operação diretamente no talhão. Depois dos primeiros metros, o produtor deve abrir o sulco e verificar se as sementes estão sendo depositadas na profundidade prevista, com espaçamento semelhante e bom contato com o solo.

A Embrapa recomenda, de maneira geral, profundidade entre 3 e 5 centímetros para a soja. Sementes colocadas muito profundamente gastam mais energia para emergir. Quando ficam próximas demais da superfície, tornam-se mais vulneráveis à perda de umidade.

Outro indicador é a singulação, que mede a capacidade do sistema de depositar uma semente por vez, evitando falhas e sementes duplas. Um índice elevado não garante a formação da lavoura. A emergência também depende do vigor e da germinação do lote, da umidade, da temperatura do solo e da ausência de compactação sobre a linha.

Piloto automático, corte linha a linha e monitoramento da distribuição ajudam a reduzir sobreposições e alertam o operador quando há interrupção no fluxo. Antes de investir em novos equipamentos, porém, o produtor precisa identificar se as perdas estão na capacidade da máquina, no ajuste dos dosadores, na velocidade ou na condição do solo.

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A soja consegue compensar parte das falhas por meio da ramificação e da formação de mais vagens nas plantas restantes. Essa capacidade não elimina o prejuízo de grandes espaços vazios nem justifica o replantio automático de áreas com população um pouco menor.

Quando a emergência não ocorre como esperado, a decisão deve considerar o número de plantas, a distribuição das falhas e a possibilidade de recuperação da cultivar. Replantar significa novo gasto com sementes, combustível e mão de obra, além de submeter a área a outra condição climática.

O Paraná está adiantado, mas ainda tem aproximadamente 4,1 milhões de hectares de soja por semear. Para o produtor, o desafio das próximas semanas será manter o ritmo sem trocar precisão por velocidade. A área plantada rapidamente só representa vantagem quando emerge de maneira uniforme.

Fonte: Pensar Agro

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