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Mercado de Etanol na Índia: Expectativas e Impactos na Produção de Açúcar

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O recente relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA revelou dados importantes sobre o mercado de etanol carburante na Índia, destacando as potenciais consequências para o setor açucareiro tanto no país quanto no cenário global.

A Índia, atualmente o terceiro maior consumidor mundial de etanol carburante, com uma estimativa de 6,75 bilhões de litros em 2023/24, poderá elevar esse consumo para 9,67 bilhões de litros em 2024/25, caso a meta de mistura de etanol na gasolina suba de E15 para E20. Essa elevação, prevista para ocorrer em novembro de 2024, poderá direcionar cerca de 5,1 milhões de toneladas de açúcar para a produção de etanol, resultando em uma queda significativa na produção de açúcar do país, de 1,5 milhão de toneladas, para um total de 30,7 milhões de toneladas no ano-safra 2024/25.

Essa redução na produção interna de açúcar teria um impacto direto no mercado internacional, diminuindo o superávit global de açúcar de 3,0 milhões de toneladas para 1,5 milhão de toneladas, conforme as projeções do Itaú BBA.

Evolução do Programa de Mistura de Etanol

O mercado de etanol carburante na Índia foi impulsionado em 2003, quando o governo lançou o programa de mistura de etanol na gasolina. No entanto, foi em junho de 2021 que o país acelerou suas metas, antecipando de 2030 para 2025 a obrigatoriedade de um teor de 20% de etanol na gasolina comercializada no país.

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O programa indiano baseia-se em leilões de compra organizados pelas empresas estatais de petróleo, conhecidas como OMCs (Oil Marketing Companies), que adquirem etanol de destilarias e o misturam na gasolina. Apesar das metas anuais definidas pelo governo, a mistura não é obrigatória, permitindo certa flexibilidade nas operações das OMCs.

Em 2023/24, o teor de mistura mensal de etanol começou em apenas 10,2%, abaixo da meta de 15%, o que refletiu em expectativas mais conservadoras para a produção e uso do etanol nesta safra. A produção de etanol na Índia, atualmente derivada de cana-de-açúcar e grãos, segue as diretrizes do governo, que historicamente busca evitar a inflação dos preços dos alimentos, restringindo o uso de matérias-primas alimentícias na destilação de etanol.

Desafios e Perspectivas

O governo indiano enfrentou dificuldades para equilibrar a produção de etanol e a oferta de alimentos, restringindo o uso de arroz e açúcar na destilação de etanol. Em julho de 2023, a estatal de abastecimento suspendeu a utilização de arroz excedente para esse fim, e em dezembro do mesmo ano, o governo proibiu temporariamente o uso de caldo de cana para produção de etanol, voltando atrás apenas uma semana depois.

Essas restrições impactaram a produção de etanol, resultando em volumes misturados abaixo da meta. No entanto, a liberação de novas tranches de produtos derivados de cana para a produção de etanol em 2024 permitiu que o volume misturado atingisse 650 milhões de litros em junho e maio de 2024. Estima-se que essa média se mantenha até outubro de 2024, totalizando 6,75 bilhões de litros no ano-safra 2023/24, representando uma mistura de 14,6%.

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Para 2024/25, o cenário básico prevê a manutenção da meta de E15, com a produção de etanol à base de cana crescendo moderadamente para 3,4 bilhões de litros. Contudo, no cenário alternativo de E20, a produção de etanol de cana poderá alcançar 5,8 bilhões de litros, o que impactaria diretamente a produção de açúcar, com uma queda estimada para 30,7 milhões de toneladas.

Impacto no Mercado Internacional de Açúcar

A crescente produção de etanol à base de cana-de-açúcar na Índia, com um possível aumento na utilização de caldo/xarope, poderá reduzir ainda mais a produção de açúcar do país, influenciando o mercado global. Caso a meta de E20 seja implementada, o superávit global de açúcar, estimado em 3,0 milhões de toneladas, poderá cair pela metade, impactando os preços e a oferta no mercado internacional.

Essas movimentações refletem a complexidade e o caráter estratégico do mercado de etanol na Índia, que continua a desempenhar um papel crucial no equilíbrio entre a oferta de combustíveis e alimentos, tanto no âmbito interno quanto global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Craques da Natureza realiza 2ª edição com plantio de mudas na região do Pedra 90

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A Prefeitura de Cuiabá promove nesse domingo (28) a segunda edição da campanha Craques da Natureza: Plantou, Colou!, que reunirá crianças, famílias e moradores para o plantio de 600 mudas de árvores no na região do bairro Pedra 90.

A ação contará com a participação de crianças atendidas pelos projetos Siminina e Siminino.

O ponto de encontro será na Avenida Tatsumi Koga, conhecida como Avenida V2. De lá, os participantes seguirão em mutirão até os locais definidos para o plantio das mudas.

Como forma de incentivar a participação das crianças, empresas parceiras doaram pacotes de figurinhas da Copa do Mundo. Ao todo, serão distribuídas mil figurinhas aos participantes da ação, além de pipoca, picolé e vouchers durante a programação.

A campanha integra as ações da Prefeitura de Cuiabá voltadas à ampliação da cobertura vegetal da cidade e faz parte da programação do mês do meio ambiente. A meta da gestão municipal é plantar aproximadamente 4 mil árvores em diferentes regiões da capital.

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A primeira edição da iniciativa foi realizada no Parque Tia Nair e reuniu cerca de 200 crianças, além de dezenas de famílias, que participaram do plantio de 400 mudas em menos de uma hora. O prefeito Abilio Brunini acompanhou a atividade e participou da entrega dos vouchers aos participantes.

A campanha conta com o apoio de diversas secretarias municipais. O Horto Florestal Tote Garcia disponibiliza as mudas e presta orientações técnicas sobre o plantio. Também participam da mobilização a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), o gabinete da primeira-dama e a Secretaria Municipal de Assistência Social.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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