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Mercado de Café no Brasil Enfrenta Pressão com Queda nas Bolsas Internacionais

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Nesta quinta-feira, o mercado físico brasileiro de café deve enfrentar um cenário de preços mais baixos. A queda superior a 4% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) exerce forte pressão sobre as cotações domésticas, enquanto o dólar se valoriza frente ao real. Entretanto, a acentuada desvalorização em Nova York tende a deixar os produtores mais cautelosos, aguardando um momento mais favorável para a comercialização.

Na quarta-feira (28), o mercado brasileiro de café apresentou estabilidade nos preços do arábica, com elevações nas cotações do conilon. As altas registradas nas Bolsas de Nova York e Londres, juntamente com o fortalecimento do dólar, deram suporte aos preços praticados internamente.

Apesar da estabilidade nos preços do arábica, o ritmo de negócios mostrou uma leve melhora, impulsionado pela atuação de algumas cooperativas, conforme reportado pela Safras Consultoria. Já o mercado de conilon registrou aumento nos preços, em linha com a valorização mais expressiva do robusta na Bolsa de Londres. Contudo, os negócios foram limitados, já que os vendedores estão oferecendo o produto com mais cautela.

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No sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa com 15% de catação manteve-se estável, cotado entre R$ 1.470,00 e R$ 1.475,00 por saca. No cerrado mineiro, o arábica de bebida dura com 15% de catação foi negociado a R$ 1.480,00/R$ 1.485,00, sem variação.

Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, teve preço estável, oscilando entre R$ 1.240,00 e R$ 1.245,00 por saca. O conilon tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, subiu para R$ 1.440,00/R$ 1.445,00, enquanto o tipo 7/8 foi cotado a R$ 1.430,00/R$ 1.435,00.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), na posição de 28 de agosto de 2024, totalizam 831.685 sacas de 60 quilos, uma redução de 6.482 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

Nova York

Os contratos para entrega em dezembro de 2024 na Bolsa de Nova York (ICE) registram uma baixa de 4,13%, sendo cotados a 245,85 centavos de dólar por libra-peso. Na quarta-feira, a posição dezembro/2024 havia fechado em alta, a 256,45 centavos de dólar por libra-peso, um ganho de 1,20 centavo, ou 0,5%.

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Câmbio

O dólar comercial registra alta de 0,48%, cotado a R$ 5,5828, enquanto o Dollar Index avança 0,16%, atingindo 101,25 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa, com Xangai caindo 0,50% e Japão 0,02%. Já na Europa, as bolsas operam em alta, com Paris subindo 0,71% e Frankfurt 0,64%, enquanto Londres recua 0,42%. O petróleo, por sua vez, apresenta ligeira alta, com o contrato de outubro do WTI em Nova York sendo cotado a US$ 74,95 por barril, uma elevação de 0,57%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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