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Desafios no mercado de feijão brasileiro devido à oferta limitada em janeiro

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O mercado de feijão no Brasil enfrentou desafios substanciais ao longo de janeiro, sendo marcado por uma oferta limitada e estoques reduzidos, especialmente em São Paulo. Evandro Oliveira, analista e consultor da SAFRAS & Mercado, destaca que condições climáticas adversas, como a seca, prejudicaram as colheitas, resultando em uma possível quebra na primeira safra de 2023/24 e preços mais elevados. A crescente dependência de importações, principalmente da Argentina, adicionou preocupações ao abastecimento.

No início do mês, os preços experimentaram uma considerável elevação devido aos desafios enfrentados na primeira safra de 2023/24, com destaque para o feijão carioca. Apesar da hesitação inicial dos compradores diante dos preços mais altos, as vendas foram consideradas satisfatórias. O clima adverso impactou o plantio em diversas regiões, resultando em oferta limitada e preços compensatórios.

Ao longo das semanas, a entrada significativa de novos lotes, especialmente na variedade carioca, contribuiu para uma redução nos preços. A oferta restrita de feijão preto persistiu, com poucos lotes efetivamente negociados, pressionando os preços, principalmente para o feijão carioca nota 8,5.

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Na terceira semana, a dinâmica continuou com uma entrada significativa de novos lotes, especialmente de feijão carioca, resultando em uma redução nos preços. A oferta restrita de feijão preto persistiu, e os compradores adotaram uma abordagem cautelosa. No final de janeiro, ocorreu uma queda nos preços devido à cautela dos compradores, resultando em negociações limitadas, mantendo os preços elevados para o produto extra nota 9,5.

Evandro Oliveira destaca que, mesmo com a preocupação com a qualidade do feijão recém-colhido e a pressão por preços mais baixos, os produtores observaram um aumento gradual na presença de compradores, proporcionando certo otimismo. Entretanto, o feijão preto manteve seus preços devido à sua reduzida disponibilidade no campo e aos estoques apertados.

Cotações do Produto Comercial Recuam na Semana

Segundo o analista, esta semana no mercado de feijão foi marcada por uma queda nos preços do feijão comercial, principalmente do tipo carioca, devido à entrada de um volume expressivo de novos lotes. Com os compradores adotando uma postura cautelosa, as mercadorias extras continuaram escassas, mantendo os preços elevados. No entanto, as transações foram mais modestas, com apenas cerca de 12 mil sacas de feijão carioca comercializadas. Na segunda metade da semana, os feijões comerciais continuaram sendo os mais ofertados, com alguns lotes apresentando novos defeitos, enquanto os feijões extras se tornavam ainda mais escassos. No encerramento da semana, o mercado permaneceu parado, com preços nominais, e a qualidade do feijão carioca colhido em Minas continuou abaixo das expectativas devido aos desafios enfrentados pelos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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