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Mercado de café doméstico antevê jornada contida diante da queda do dólar e de Nova York

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Nesta quinta-feira, as transações no mercado físico brasileiro de café deverão transcorrer de maneira mais pausada. A atual recuo da Bolsa de Nova York (ICE Futures US) exerce pressão nos preços domésticos, enquanto a desvalorização do dólar frente ao real pode impactar negativamente os negócios voltados para a exportação.

Na quarta-feira (21), o cenário nacional do café testemunhou elevações nos preços do arábica, impulsionados pelos ganhos na Bolsa de Nova York, enquanto os valores do conilon permaneceram estáveis. A Safras Consultoria apontou uma atividade mais intensa no mercado, destacando que os cafés de qualidade inferior não experimentaram aumentos tão significativos, sendo estes os mais ofertados.

Para os lotes de qualidade superior, a valorização foi mais expressiva devido ao maior interesse dos compradores, ainda que a oferta desses cafés tenha sido mais restrita. Em termos de volume de negócios, observou-se uma movimentação moderada para os cafés de média e baixa qualidade, enquanto para os cafés de alta qualidade foram realizadas transações com pequenos lotes.

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O café arábica, categoria “bebida boa” com 15% de catação, foi comercializado entre R$ 1.025,00 e R$ 1.030,00 a saca, comparado aos R$ 1.020,00 e R$ 1.025,00 anteriormente. No cerrado mineiro, o arábica “bebida dura” com 15% de catação apresentou preço entre R$ 1.035,00 e R$ 1.040,00 a saca, em comparação com os R$ 1.030,00 e R$ 1.035,00 do dia anterior.

O café arábica “rio” tipo 7, na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, foi cotado a R$ 900,00 a R$ 910,00 a saca, frente aos R$ 890,00 e R$ 895,00 anteriores. Quanto ao conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou entre R$ 845,00 e R$ 850,00 a saca, enquanto o 7/8 manteve-se estável entre R$ 840,00 e R$ 850,00.

Estoques Certificados e Perspectivas em Nova York

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) permanecem inalterados, totalizando 307.262 sacas de 60 quilos até a posição de 21 de fevereiro de 2024, conforme informações fornecidas pela ICE Futures.

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Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em maio/24 apresentam uma leve queda de 0,26%, cotados a 187,60 centavos de dólar por libra-peso. A posição maio/2024 encerrou a quarta-feira a 188,10 centavos de dólar por libra-peso, representando um aumento de 1,85 centavo ou 1,09%.

Cenário Cambial e Indicadores Financeiros Internacionais

No mercado cambial, o dólar comercial registra uma diminuição de 0,28%, atingindo R$ 4,9240. O Dollar Index também experimenta uma queda de 0,32%, alcançando 103,68 pontos.

Os índices nas principais bolsas asiáticas encerraram em alta, com Xangai apresentando um aumento de 1,27% e o Japão de 2,19%. Enquanto isso, na Europa, as bolsas operam em território positivo, com Paris registrando +1,08%, Frankfurt +1,53%, e Londres +0,28%. Quanto ao petróleo, o preço do barril do WTI em NY para março está em US$ 77,77, com uma leve queda de 0,17%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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