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Mercado de Café Brasileiro Enfrenta Volatilidade: Exportações Caem e Preços se Recuperam

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O mercado global de café passa por um momento de incerteza e volatilidade, influenciado por fatores climáticos, regulatórios e econômicos. Em julho de 2025, o Brasil, maior exportador mundial, registrou queda nas vendas externas, enquanto os preços de algumas variedades, como arábica e conilon, começaram a se valorizar.

Exportações brasileiras desaceleram em julho

O Brasil exportou 2,7 milhões de sacas de 60 kg de café em julho, 28% abaixo do mesmo período de 2024. No acumulado de 2025, o total chegou a 22,2 milhões de sacas, uma redução de 21% em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos permanecem como principal mercado, comprando 3,7 milhões de sacas. No entanto, a imposição de uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro, em vigor desde 6 de agosto, deve desacelerar as compras americanas. As empresas dos EUA utilizarão estoques existentes, que podem durar de 30 a 90 dias, enquanto aguardam possíveis negociações sobre a tarifa.

Preços do café em valorização: arábica e conilon avançam

Após tendência de queda desde março, os preços começaram a se recuperar em agosto:

  • Café arábica: alta de 4% até 13 de agosto.
  • Café conilon (robusta): valorização de 13% em relação a julho.
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Entre os fatores que impulsionam essa recuperação estão:

  • Estoques baixos: oferta de café reduzida no mercado.
  • Exportações abaixo do esperado: produção e embarques em algumas regiões não atingem projeções.

Eventos climáticos: geadas leves a moderadas em áreas do Cerrado Mineiro preocupam sobre a produtividade da próxima safra.

Desafios geopolíticos e regulatórios

O setor também enfrenta incertezas externas:

  • Interrupções de navegação no Mar Vermelho impactam rotas de comércio.
  • Tarifa americana de 50% reduz competitividade do café brasileiro e pode alterar fluxos comerciais globais.
  • Regulação de Desmatamento da União Europeia (EUDR): antecipou importações em 2024 e pode influenciar os preços no segundo semestre de 2025, com aumento gradual dos estoques europeus.

Apesar disso, especialistas acreditam que a tarifa americana dificilmente substituirá totalmente o café brasileiro no mercado norte-americano.

Perspectivas positivas para a safra 2026

Mesmo diante de desafios climáticos em julho — como baixas temperaturas, chuva e granizo no sul de Minas Gerais —, a safra de 2026 apresenta sinais favoráveis:

  • Mais de 80% do café arábica já colhido.
  • Colheita do robusta praticamente concluída.
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Empresas privadas apontam que o ritmo de colheita e o manejo atual permitem expectativas otimistas para a produtividade e qualidade do café brasileiro na próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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