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Mercado de Café: Arábica Encontra Estabilidade Enquanto Conilon Mantém Alta

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O mercado brasileiro de café iniciou setembro com comportamentos distintos entre as variedades arábica e conilon. Enquanto o arábica demonstra sinais de acomodação após o recente movimento de alta, o conilon continua em um cenário firme, segundo análise do consultor Gil Barabach, da Safras & Mercado.

De acordo com Barabach, as perdas registradas na bolsa de Nova York em relação ao arábica têm sido compensadas pela valorização do dólar, o que mantém os preços estáveis. Por outro lado, os diferenciais mais fracos no preço FOB porto podem pressionar o mercado negativamente. Em Minas Gerais, a bebida de boa qualidade começou setembro cotada a R$ 1.430,00 por saca de 60 kg, equivalente a US$ 253,00. “Apesar da queda em relação à semana passada, o valor ainda está bem acima do mesmo período do ano passado, quando o café era vendido a R$ 846,00 a saca, em valores ajustados pelo IGP-M. O preço atual também está superior à média dos últimos cinco anos, de R$ 933,00, o que reflete um momento positivo para os vendedores”, avalia o consultor.

Barabach destaca que os preços internacionais do café acumulam ganhos desde abril, impulsionados pela falta de chuvas que comprometeu a produção de robusta no Vietnã, o que elevou as cotações em Londres e, por consequência, o arábica. A safra brasileira, menor que a esperada, também contribuiu para esse cenário, levando a indústria mundial a aumentar suas compras e recompor estoques. A União Europeia, por exemplo, antecipou a formação de estoques devido à preocupação com a entrada em vigor do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) em 2025, gerando uma aceleração no fluxo de compras e sustentando a alta nos preços internacionais.

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Contudo, Barabach pondera que a expressiva alta nos preços já começa a gerar desconforto entre os compradores. “A dificuldade de repassar esses aumentos aos consumidores, aliada a uma situação mais confortável nos estoques, fez com que a indústria diminuísse o ritmo de compras, afetando a liquidez do mercado. Isso se refletiu na dificuldade de sustentar ganhos maiores, especialmente ao longo de agosto”, comenta.

As bebidas mais finas continuam valorizadas, com preços entre R$ 1.495 e R$ 1.500 a saca, cerca de US$ 265. A escassez de lotes com grãos maiores, como a peneira 17/18, é um diferencial importante nesta safra. No Sul de Minas, apenas 15% da produção atinge essa classificação, bem abaixo dos 30% a 35% habituais. Situação semelhante ocorre na Mogiana paulista, com percentuais entre 15% e 18%. Já no Cerrado de Minas, os números sobem para 20%, ou no máximo 25%, ainda assim abaixo do normal. Nas Matas de Minas, a peneira 17/18 aparece entre 25% e 30% da produção, mais próximo do esperado, mas ainda abaixo dos padrões históricos.

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Exportações em Alta

As exportações brasileiras de café em grão somaram 3,45 milhões de sacas em agosto de 2024, com uma receita total de US$ 872,3 milhões. O preço médio da saca exportada foi de US$ 252,77. Esses números representaram um aumento significativo em comparação a agosto de 2023: a receita média diária subiu 33,5%, e o volume embarcado foi 27,3% maior. O preço médio por saca também registrou alta de 27,3% no período, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

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A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

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A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

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Fonte: Pensar Agro

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