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Mercado pecuário tende a uma leve recuperação até o final deste ano

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Os atrasos na implantação das lavouras de verão em função das chuvas e mesmo para procedimentos de preparo deixaram o gado nas pastagens de inverno mais tempo do que o histórico. Isso fez com que a oferta ficasse um pouco mais cadenciada. A avaliação é da Comissão de Relacionamento com o Mercado do Instituto Desenvolve Pecuária para o mercado atual e a curto prazo do gado gordo e de reposição.

Conforme o presidente da Comissão, Ivan Faria, quando parar de chover, a pressão da lavoura aumentará e os criadores deverão retirar o restante do gado, que ainda está nos campos, por falta de oportunidade de entrada dos processos agrícolas. “Isso, de certa forma, espaçou a oferta, que não é grande, mas é suficiente, juntamente com o mix de carnes importadas de outros Estados que tem, sabidamente menos qualidade, mas tem o valor mais em conta” destaca, frisando, que este é o maior apelo econômico para um consumidor que ainda não se recuperou do seu poder de compra pela inflação do real. “Os preços ao consumidor baixaram um pouco, mas mesmo assim a reação de consumo é lenta. Já existe um maior consumo de carne bovina pela população, mas isto não é significativo porque os preços da carne não acompanharam a queda dos preços do boi”, ressalta.

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Faria salienta que a indústria e o varejo ainda mantêm margens muito amplas de lucro, o que inibe um aumento maior do consumo. Além disso, avalia que a oferta é suficiente para manter uma escala de abate nos frigoríficos. “Esse quadro começa a mudar, pois já se vê pequenos aumentos de preço em função do encurtamento dessas escalas, que agora já não são nem de cinco dias. Os frigoríficos trabalham com um aumento de preço que não chega na ordem de 5%, o que ainda é um valor muito tímido para recuperar tanto as margens deles quanto as do varejo, e que os pecuaristas perderam. Avaliamos que o mercado tem condição de absorver, no mínimo, mais uns 15%, além desses 5% que já estão dados, sem sacrifício ou mudança que justifique a alteração de preço da carne ao consumidor, ainda mantendo margem para frigoríficos”, explica.

O dirigente do Desenvolve Pecuária diz também que este movimento deve ocorrer nos próximos dias, até a virada do mês, onde impactos como a primeira parcela do décimo terceiro já começam a exercer pressão e força na economia com o aumento do consumo. Por isso, vê como previsível essa recuperação dos preços do boi gordo. “No caso da reposição, esse repasse de preço não é tão fácil porque existe uma menor disponibilidade de áreas para pecuária porque aquelas áreas de pastagens de inverno já estão no fim do seu uso, quase que totalmente entregues às lavouras de verão. No caso da reposição, o que a gente tem? Alguns navios ainda estão sendo carregados para exportação. O mercado está muito dilatado, estão com boa margem, poderiam pagar melhor. Mas em função da demanda muito baixa, eles estão mantendo uma faixa de preço muito ruim para o produtor na venda de terneiros para exportação”, acredita.

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Por fim, nas outras categorias, animais, como terneiras, novilhas, novilhos e vacas de invernar, segundo Faria, existe uma estagnação de volume de negócios e preços, porque não é uma época de pressão de compra, mas sim de pressão de venda, e essa reação talvez não se dê na mesma ordem dos animais para abate. A análise feita pela comissão de Relacionamento com o Mercado da entidade contou, além de Faria, com os representantes Fernando Costabeber e José Pedro Crespo.

Fonte: DESENVOLVE PECUÁRIA

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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