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Os impactos do excesso do calor e das chuvas no grão de soja

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O clima extremo que atinge o Brasil tem impactado negativamente a safra de soja, que está com quase 70% da área semeada. As altas temperaturas e as chuvas de granizo afetam a germinação e o desenvolvimento das plantas, obrigando alguns agricultores, especialmente no Mato Grosso, a refazer o plantio em áreas que sofreram com a seca.

O calor excessivo no solo provoca um efeito negativo no desenvolvimento em sementes de soja recém-semeadas, impedindo-as de germinar ou se desenvolver adequadamente. Por outro lado, quando ocorrem chuvas em quantidades muito volumosas, eleva-se drasticamente a quantidade de água no solo, bem além daquela que pode ser drenada naturalmente.

Com isso, as sementes podem morrer sem germinar ou não conseguir sobreviver após a germinação. O resultado é a redução da produção e, em alguns casos, a queda de produtividade, em razão das plantas sobreviventes estarem mais fracas.

Contudo, os cuidados devem começar no plantio e prosseguir até a colheita e armazenagem da safra para garantir um grão com baixa umidade e boa qualidade. O teor de umidade da soja deve ficar entre 12% e 14%, de acordo com o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa).

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A umidade do grão da oleaginosa é um fator importante que influencia na qualidade e na rentabilidade da produção. As condições climáticas podem afetar o teor de umidade do grão de forma diferente. As chuvas intensas podem elevar o teor de umidade acima dos 14% recomendados pelo Mapa. Já o clima seco demais e quente pode reduzir o teor de umidade abaixo de 11%, o que pode causar perdas na colheita por quebra do grão. Quando se colhe o grão acima de 15%, deve-se fazer a secagem até atingir a umidade de 14%, para garantir a qualidade e o valor do grão no mercado.

O engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da Loc Solution, empresa paranaense detentora da marca Motomco de aparelhos medidores de umidade, explica que os grãos devem estar no teor de umidade ideal, pois se estiverem muito secos ou muito úmidos, podem sofrer mais danos mecânicos causados pela colheitadeira. Esses danos afetam o corte, a trilha e a descarga dos grãos e facilitam a entrada de patógenos, comprometendo a qualidade e o valor dos produtos.

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“Nossa recomendação é que o produtor colha o máximo possível de sua lavoura próximo de 14% umidade para diminuir os gastos com secagem e evite colher com temperatura abaixo de 11% para evitar grãos quebrados e rachados”, sugere.

Para verificar com precisão o teor de umidade, o medidor é uma ferramenta essencial. A gerente de Relacionamento com o Cliente da Loc Solution, Fernanda Rodrigues da Silva, observa que, se o produtor souber usar a tecnologia a seu favor para otimizar a qualidade do grão, terá bons resultados com a safra.

“O aparelho ajuda muito na tomada de decisão e, para isso, temos vários modelos especializados na determinação da umidade de grão, seja de bancada ou também portáteis que podem ser levados ao campo”, explica Fernanda, lembrando que essas tecnologias podem ser utilizadas desde a colheita até o armazenamento do produto.

Fonte: VBcomunicacão

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mutirão Fiscal entra na reta final e termina em cinco dias em Cuiabá

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Contribuintes de Cuiabá têm até a próxima segunda-feira (30) para aderir ao Mutirão Fiscal 2026 e aproveitar as condições especiais oferecidas pela Prefeitura para regularização de débitos municipais. O programa entra na reta final com descontos que podem chegar a 95% sobre juros e multas, conforme previsto na legislação vigente.

A iniciativa contempla débitos tributários e não tributários com fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2025, independentemente de estarem inscritos em dívida ativa. A medida busca ampliar as possibilidades de regularização fiscal para pessoas físicas e jurídicas.

A prorrogação do prazo foi oficializada pelo Decreto nº 12.076, publicado em 27 de maio, garantindo mais tempo para negociação das pendências. As condições do programa estão previstas na Lei nº 7.527/2026, que alterou a Lei nº 6.399/2019.

Os maiores descontos são destinados aos pagamentos à vista. Nessa modalidade, o abatimento pode chegar a 95% sobre juros de mora e multas moratórias e punitivas, desde que o IPTU do exercício corrente seja quitado integralmente. Nos demais casos de pagamento à vista, o desconto é de 90%.

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Para quem optar pelo parcelamento, os percentuais variam conforme o número de parcelas.

  • O desconto é de 60% para acordos entre duas e doze parcelas;
  • 50% para parcelamentos de 13 a 24 vezes;
  • 40% para negociações entre 25 e 36 parcelas;
  • e 30% para pagamentos realizados entre 37 e 48 parcelas.

A adesão pode ser feita presencialmente, mediante formalização do acordo junto à Procuradoria Fiscal do Município, ou pela internet, por meio do portal do Refis Municipal.

Além de facilitar a regularização de pendências financeiras, o Mutirão Fiscal contribui para o fortalecimento da arrecadação municipal, permitindo que os recursos retornem em investimentos e na manutenção dos serviços públicos prestados à população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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