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Mercado de Algodão em Junho: Bolsa de Nova York e Alta Demanda Sustentam Preços

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Em junho, o mercado físico de algodão recebeu suporte significativo dos ganhos registrados na Bolsa de Nova York, conforme relatado pela Safras Consultoria. A demanda também se mostrou mais presente, com alguns interesses voltados para entregas na safra 2024/25, enquanto os vendedores adotaram uma postura mais cautelosa.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço da pluma apresentou uma valorização notável ao longo do mês. Em maio de 2024, o valor era de R$ 3,67 por libra-peso (R$ 121,49 por arroba). Na quinta-feira (20), o preço subiu para R$ 3,71 por libra-peso (R$ 122,79 por arroba) e, nesta quinta-feira (28), encerrou cotado a R$ 3,76 por libra-peso (R$ 124,41 por arroba).

No mercado paulista, o algodão entregue à indústria também registrou preços mais altos, mantendo-se em grande parte da semana cotado a R$ 4,00 por libra-peso. A indústria trabalhou com estoques ajustados, resultando em um aumento de 1% em relação aos R$ 3,95 por libra-peso de uma semana atrás. Comparando com o mesmo período do mês anterior, quando estava cotado a R$ 3,89 por libra-peso, houve uma alta de 2,57%.

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No mercado de exportação FOB do porto de Santos/SP, os preços do algodão acompanharam as quedas em Nova York, fechando com uma redução de 0,72% em relação à quarta-feira (26), cotado a 69,80 centavos de dólar por libra-peso. Na semana e no mês anterior, o preço estava em 69,49 centavos de dólar por libra-peso. O prêmio pago pelo algodão brasileiro em relação ao contrato Dezembro/24 ficou em -4,78 centavos por libra-peso, comparado a -3,13 centavos por libra-peso de uma semana atrás e -9,49 centavos por libra-peso de um mês atrás.

Projeções de Produção e Consumo Mundial de Algodão

O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta que a produção mundial de algodão totalizará 24,091 milhões de toneladas na temporada 2023/2024, uma leve queda em relação aos 24,387 milhões de toneladas da safra 2022/23.

Para o consumo mundial, a estimativa é de 25 milhões de toneladas para 2023/2024, comparado aos 23,661 milhões de toneladas de 2022/2023. As exportações estão projetadas em 9,815 milhões de toneladas para 2023/2024, ante 8,280 milhões de toneladas da temporada anterior. Os estoques finais para 2023/2024 foram previstos em 18,672 milhões de toneladas, enquanto na safra 2022/2023, esse número foi de 19,385 milhões de toneladas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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