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Mercado de Ações Chinês Fecha em Baixa com Pressão dos Setores de Energia e Imobiliário

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O mercado de ações chinês encerrou a sessão desta terça-feira em baixa, impactado pela queda nos setores de energia e imobiliário, enquanto investidores aguardam possíveis medidas de estímulo econômico. Fontes próximas ao governo afirmam que o país poderá aprovar um novo pacote de estímulos na reunião da alta liderança, marcada para a próxima semana, com a possibilidade de uma emissão adicional de dívida de até 1,4 trilhão de dólares.

No fechamento do mercado, o índice de Xangai registrou queda de 1,08%, e o índice CSI300, que reúne as principais empresas de Xangai e Shenzhen, teve baixa de 1%. Em contraste, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,49%. O desempenho negativo foi impulsionado principalmente pelos setores de energia e imobiliário, que recuaram 2,1% e 2,7%, respectivamente. Por outro lado, as ações de tecnologia da informação na China avançaram 0,2%.

Em Hong Kong, o setor de tecnologia registrou um crescimento de 1,1%, mas as perdas no setor imobiliário limitaram os ganhos gerais. A atenção do mercado está voltada para a reunião dos principais líderes chineses, que ocorrerá de 4 a 8 de novembro. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, caso o candidato republicano Donald Trump vença as eleições presidenciais dos Estados Unidos, Pequim poderá anunciar um pacote fiscal ainda mais robusto em resposta às prováveis tensões econômicas.

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Em outros mercados asiáticos, o índice Nikkei, de Tóquio, subiu 0,77%, fechando em 38.903 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, aumentou 0,49%, atingindo 20.701 pontos. Em Xangai, o índice SSEC caiu 1,08%, ficando em 3.286 pontos, enquanto o CSI300 recuou 1,0%, alcançando 3.924 pontos. Outros desempenhos regionais incluíram alta de 0,21% no índice Kospi, de Seul, e queda de 1,17% no Taiex, de Taiwan. Em Singapura, o índice Straits Times subiu 0,18%, e o índice S&P/ASX 200, de Sydney, avançou 0,34%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado global de açúcar pode registrar déficit em 2026/27, alerta Organização Internacional do Açúcar

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A Organização Internacional do Açúcar projeta que o mercado global de açúcar deverá entrar em déficit na safra 2026/27, sinalizando uma possível mudança no equilíbrio entre oferta e demanda após um período de superávit mundial.

Segundo estimativa divulgada pela entidade em atualização trimestral, o déficit global deverá alcançar 0,262 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, refletindo principalmente uma queda prevista de cerca de 2 milhões de toneladas na produção mundial.

El Niño amplia preocupação com oferta global de açúcar

De acordo com a OIA, o avanço do fenômeno climático El Niño aumenta os riscos para importantes regiões produtoras, elevando as preocupações com produtividade agrícola e oferta global da commodity.

O relatório aponta que as condições climáticas podem afetar diretamente a produção de cana-de-açúcar em grandes exportadores, alterando o comportamento do mercado internacional ao longo de 2026 e 2027.

A entidade destacou que a previsão de déficit marca a primeira estimativa oficial para a safra 2026/27.

Superávit global de açúcar em 2025/26 foi revisado para cima

Apesar da perspectiva de déficit futuro, a Organização Internacional do Açúcar revisou para cima sua projeção de superávit global na temporada 2025/26, considerando o ciclo entre outubro e setembro.

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A estimativa passou de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas, indicando oferta ainda confortável no curto prazo.

Segundo a entidade, o cenário atual tende a manter os preços relativamente estáveis nos próximos meses.

“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto”, informou a organização.

Formação de estoques pode sustentar preços internacionais

Mesmo com oferta global positiva na temporada atual, a OIA avalia que alguns fatores podem limitar pressões de baixa sobre os preços internacionais do açúcar.

Entre eles estão:

  • preocupações com redução no uso de fertilizantes;
  • aumento das operações de hedge;
  • formação preventiva de estoques;
  • incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.

Segundo a entidade, esses elementos podem contribuir para maior sustentação dos preços no mercado internacional.

Produção global de etanol deve crescer em 2026

O relatório também apresentou projeções para o mercado global de etanol, setor diretamente ligado à cadeia sucroenergética.

A expectativa da OIA é que a produção mundial avance de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros em 2026, impulsionada principalmente pela recuperação da produção brasileira e pela expansão do setor na Índia.

O consumo global de etanol também deverá crescer, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros, embora ainda permaneça abaixo da oferta prevista.

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Alta do petróleo fortalece demanda por biocombustíveis

Segundo a organização, o aumento dos preços do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, vem ampliando o interesse global pelos biocombustíveis.

A OIA destacou que diversos países estão ampliando programas de mistura de etanol à gasolina como estratégia energética e ambiental.

Entre os movimentos citados pela entidade estão:

  • o avanço do E32 no Brasil;
  • discussões sobre E25 na Índia;
  • ampliação do E20 na União Europeia.

Os biocombustíveis ganham competitividade econômica em cenários de petróleo elevado, favorecendo a demanda por etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

Brasil segue no centro das atenções do mercado sucroenergético

Com a recuperação da produção nacional prevista para 2026, o Brasil deve continuar exercendo papel estratégico no abastecimento global tanto de açúcar quanto de etanol.

O desempenho climático da safra brasileira, aliado ao comportamento da demanda internacional por biocombustíveis, deverá ser determinante para o equilíbrio do mercado global nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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