AGRONEGÓCIO

Tendências no mercado brasileiro de trigo: Foco nas safras de verão e no contexto internacional

Publicado em

No cenário atual do mercado de trigo brasileiro, as transações comerciais envolvendo o cereal nacional permanecem estáticas, como ressalta o analista Elcio Bento, da Safras & Mercado. Os moinhos locais estão bem supridos, o que resulta em baixo interesse de compra, enquanto os produtores adotam uma postura defensiva, aguardando possíveis mudanças no panorama.

Enquanto isso, os produtores que trabalham com trigo destinado à alimentação animal optam por exportar suas últimas cargas a preços mais competitivos no mercado internacional, aproveitando a janela de exportação antes da entrada da safra de soja.

Bento destaca a importância de observar as movimentações externas, especialmente diante de duas situações específicas. Primeiramente, ressalta-se a manutenção dos preços atrativos do trigo russo, negociado a US$ 209 por tonelada no FOB do Mar Negro. Em segundo lugar, destaca-se o bloqueio da fronteira entre a Polônia e a Ucrânia, levado a cabo pelos produtores poloneses. Essa interrupção no fluxo habitual de exportação levou o trigo ucraniano a buscar rotas alternativas, principalmente através da Europa, resultando em preços extremamente competitivos, com indicação FOB de US$ 197,50 por tonelada, o mais baixo do mundo.

Leia Também:  ANA entrega primeiras outorgas para irrigantes da bacia do rio Bezerra (GO/MG) com priorização inédita para usos da água no Dia Mundial da Água (22)

Por fim, observa-se uma leve alta nos preços do trigo argentino, de US$ 210 para US$ 215 por tonelada. Esse movimento, segundo Bento, requer atenção próxima, pois terá impacto direto nos preços internos brasileiros. Além disso, o fortalecimento do câmbio contribui para elevar as paridades com o país vizinho. A título de exemplo, nos preços atuais, para competir com o trigo argentino no CIF de Curitiba, produtores paranaenses poderiam vender a cerca de R$ 1.250 por tonelada no FOB, enquanto os gaúchos, a R$ 1.234 por tonelada no interior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado suinícola recua em março, apesar de exportações recordes, aponta Cepea

Published

on

O Boletim do Suíno divulgado pelo Cepea referente ao mês de março já está disponível e apresenta um panorama detalhado do setor no Brasil. O relatório indica enfraquecimento do mercado interno, ao mesmo tempo em que as exportações atingiram níveis recordes, evidenciando um cenário de contrastes para a suinocultura nacional.

Demanda enfraquecida pressiona preços no mercado interno

Os preços do setor suinícola brasileiro registraram queda ao longo de março, refletindo principalmente a baixa demanda doméstica. Esse comportamento foi intensificado pelo período da Quaresma, tradicionalmente marcado pela redução no consumo de carne suína.

Além disso, fatores externos contribuíram para a retração do mercado. O ambiente geopolítico global, somado às oscilações do dólar e à valorização do petróleo, gerou incertezas e reduziu a liquidez, afastando parte dos agentes das negociações.

Exportações de carne suína atingem maior volume da série histórica

Em sentido oposto ao mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína apresentaram desempenho recorde em março, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Leia Também:  Produção Mundial de Carne Suína Deve Crescer 0,01% em 2024, Segundo Safras & Mercado

O país embarcou 152,2 mil toneladas da proteína, volume 25,9% superior ao registrado em fevereiro de 2026 e 32,7% acima do observado em março de 2025. O resultado também superou em 1,4% o recorde anterior, alcançado em setembro de 2025.

Alta do milho reduz poder de compra do produtor

A elevação dos preços do milho, aliada à menor liquidez no mercado de suíno vivo, resultou em nova perda no poder de compra do suinocultor paulista frente ao cereal. Este é o sexto recuo mensal consecutivo nessa relação de troca.

Por outro lado, houve melhora na relação com o farelo de soja, favorecida pela desvalorização do derivado no período, o que contribuiu para amenizar parcialmente os custos de produção.

Carne suína amplia competitividade frente à bovina

Os preços da carne suína seguiram em queda em março, enquanto a carne bovina apresentou valorização. Esse movimento aumentou a competitividade da proteína suína no mercado interno.

Em termos reais, considerando o IPCA de fevereiro de 2026, a competitividade da carcaça suína frente à bovina atingiu o maior nível desde abril de 2022, reforçando sua atratividade ao consumidor.

Leia Também:  Exportações de arroz do Vietnã devem cair para 7,5 milhões de toneladas em 2025, segundo associação
Setor enfrenta cenário de contrastes

O levantamento do Cepea mostra que, apesar das dificuldades no mercado doméstico, especialmente em relação à demanda e aos custos, o desempenho das exportações segue como um importante fator de sustentação da atividade suinícola no Brasil.

Boletim do Suíno

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA