AGRONEGÓCIO

Rabobank apresenta perspectivas para o mercado de insumos em 2024

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O Rabobank apresenta uma análise detalhada sobre as perspectivas para o agronegócio em 2024, destacando importantes aspectos relacionados aos insumos e às mudanças no cenário econômico. O relatório ressalta que, apesar da recuperação nas entregas, 2023 é considerado um ano de transição após as quedas observadas em 2022.

O mercado de grãos, que experimentou um ciclo de altas nas cotações internacionais a partir de 2020, vivenciou uma fase de bonança nos anos subsequentes. No entanto, a segunda metade de 2023 trouxe preocupações com as margens dos produtores, demandando um recalculo estratégico para enfrentar 2024.

A alta nos preços das commodities impulsionou números impressionantes, como o aumento nas entregas domésticas de fertilizantes nos anos de 2020 e 2021. Contudo, desafios, como a alta nos preços dos adubos em 2022, impactaram o mercado global e brasileiro, refletindo-se em uma queda nas entregas de fertilizantes.

Para 2023, o Rabobank prevê uma retomada no crescimento das entregas de fertilizantes, estimando um volume entre 42,50 e 44,00 milhões de toneladas. O desafio reside na demanda para o milho safrinha, com possíveis rolagens de volume devido a atrasos nas aquisições de insumos.

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O relatório aborda também os defensivos, apontando significativos atrasos nas entregas, especialmente para a safra de soja. A estratégia de compra dos produtores, baseada na expectativa de queda nos preços dos insumos, traz desafios logísticos e riscos concentrados.

Quanto aos custos de produção, o Rabobank prevê uma leve retração em relação à safra passada, com destaque para a redução nos custos operacionais relacionados à adubação. O mercado de biológicos ganha destaque, projetando um crescimento expressivo em 2024.

Em relação aos pontos de atenção, destaca-se a entrega dos fertilizantes nos últimos meses do ano, sendo crucial para compreender a redução nas entregas. Além disso, a evolução do mercado de biológicos é apontada como um aspecto a ser acompanhado de perto, dada a crescente atenção que vem recebendo.

O Rabobank enfatiza a importância de os produtores estarem atentos aos custos de produção e recalcularem estrategicamente suas rotas para enfrentar os desafios operacionais e manter margens positivas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

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O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

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De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

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Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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