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Mercado Brasileiro de Soja Enfrenta Baixa Comercialização em Meio a Clima e Plantio

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Atualmente, o mercado brasileiro de soja está atento às condições climáticas e à evolução do plantio nas principais regiões produtoras do país. Nesse cenário, as transações comerciais assumem uma posição secundária, especialmente em razão das oscilações nos câmbios e na Bolsa de Chicago, que influenciam os preços domésticos. Nesta terça-feira, os contratos em Chicago mostraram uma leve recuperação, enquanto o dólar apresentava uma tendência de baixa.

Na última terça-feira, o volume de negócios no mercado de soja foi reduzido, com os preços oscilando de forma mista. O dólar apresentou uma alta, ao passo que a Bolsa de Chicago registrou queda. Essa lentidão nos negócios é atribuída, em grande parte, à concentração dos produtores no plantio.

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 132,00 para R$ 131,00. No Porto de Rio Grande, o valor diminuiu de R$ 140,00 para R$ 139,00. Em Cascavel, Paraná, a saca desvalorizou de R$ 138,00 para R$ 137,00, enquanto no Porto de Paranaguá (PR), o preço foi de R$ 141,00 para R$ 140,00. Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00, e em Dourados (MS), o preço recuou de R$ 135,00 para R$ 133,00. Por outro lado, em Rio Verde (GO), a saca valorizou, subindo de R$ 129,00 para R$ 130,00.

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No mercado de Chicago, os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 9,97 3/4 por bushel, apresentando uma valorização de 0,68% em relação ao dia anterior. O mercado está em busca de um movimento de correção técnica, após quatro pregões consecutivos de perdas. As cotações encontram suporte em sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos, onde o esmagamento da oleaginosa superou todas as expectativas em setembro.

Contudo, a recuperação dos preços enfrenta limitações devido à previsão de chuvas nos próximos dias no Brasil e ao progresso da colheita nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, no dia anterior, um relatório sobre a evolução da colheita de soja, que, até 13 de outubro, indicava que 67% da área havia sido colhida. Na semana anterior, esse número era de 47%, enquanto no mesmo período do ano passado, a colheita estava em 57%. A média histórica é de 51%.

No mercado cambial, o dólar comercial opera em baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,6459. O índice do dólar (DXY) também apresenta queda de 0,02%, situando-se a 103,23 pontos.

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Quanto aos indicadores financeiros, as principais bolsas da Ásia fecharam de forma mista, com Xangai registrando leve alta de 0,05% e Tóquio com queda de 1,83%. Na Europa, os principais mercados também operam em direções diversas: Paris caiu 0,58%, Frankfurt desvalorizou 0,44% e Londres subiu 0,72%. O petróleo, por sua vez, registra cotações em baixa, com o WTI para novembro recuando 0,34%, cotado a US$ 70,34 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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