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MBPS Lança Guia para Aperfeiçoamento do Bem-Estar Bovino na Pecuária Brasileira

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O Grupo de Trabalho de Bem-Estar Animal da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) lançou, no dia 6 de fevereiro, o Guia de Recomendações sobre Como Melhorar o Bem-Estar dos Bovinos no Brasil. A iniciativa visa fornecer orientações práticas e acessíveis a produtores rurais, técnicos e demais membros da cadeia produtiva da pecuária brasileira. O material, desenvolvido em parceria com a BE.Animal, empresa referência na promoção do bem-estar na bovinocultura, estabelece um marco para a implementação de boas práticas de manejo e para o fortalecimento de um setor mais sustentável e ético.

De acordo com a presidente da MBPS, Ana Doralina Menezes, o guia servirá como uma importante ferramenta de referência, oferecendo diretrizes que beneficiarão toda a cadeia produtiva, além de constituir uma base para futuras propostas de melhoria nas condições de bem-estar animal (BEA). “O documento busca apresentar recomendações gerais para o aprimoramento do bem-estar, sem tomar posições definitivas sobre questões específicas, mantendo-se aberto a discussões e ajustes futuros”, afirmou Menezes.

O guia também fomenta o debate sobre práticas sustentáveis e eficientes no setor, alinhadas ao crescimento do rebanho bovino brasileiro, que já ultrapassa os 238 milhões de animais, conforme dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A coordenação do projeto ficou a cargo de Marcelo Ferreira, executivo da Ceva Saúde Animal, associada à MBPS. A pesquisa e desenvolvimento do material resultaram de intensos trabalhos realizados entre agosto de 2023 e dezembro de 2024, que somaram 45 encontros e cerca de 50 horas de colaboração.

Bem-Estar e Sustentabilidade Integrados

O Guia de Recomendações aborda três capítulos principais, com ênfase no monitoramento da saúde dos animais, cuidados com bezerros recém-nascidos, identificação ética dos bovinos, manejo na desmama e práticas adequadas em curral, manejo reprodutivo, aplicação de vacinas e medicamentos, confinamento e transporte. Além disso, o documento integra conceitos como Uma Saúde (One Health) e Um Bem-Estar (One Welfare), que destacam a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.

“Práticas de manejo adequadas são essenciais para garantir animais saudáveis e produtivos, o que também contribui para a imagem positiva do setor. O combate a abusos, como maus-tratos, é fundamental para proteger o bem-estar dos bovinos e a reputação da pecuária brasileira”, explicou Ferreira.

Além disso, o guia destaca tendências globais, como a redução do uso de antibióticos e a diminuição do uso de marca a fogo, favorecendo alternativas mais humanitárias. Também são abordados temas como o uso de anestésicos em procedimentos dolorosos e a rastreabilidade da carne bovina, com foco na promoção de uma pecuária mais ética, sustentável e responsável.

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O guia foi patrocinado pelas empresas Ceva Saúde Animal e JBS, com o apoio da Beckhauser, Datamars, FairFood, JBS e Minerva Foods. O material alinha-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, incentivando a adoção de práticas mais sustentáveis e responsáveis no setor da pecuária.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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