AGRONEGÓCIO

Maturadores: O Segredo da Qualidade na Safra de Cana-de-Açúcar

Publicado em

Para os canavicultores, o período que antecede a safra 2024/2025 da cana-de-açúcar é marcado pela atenção aos indicadores de maturação. Esse ano, especialmente desafiador devido às condições climáticas adversas, demanda um olhar cuidadoso para garantir a qualidade e a rentabilidade da produção. Nesse contexto, os maturadores químicos emergem como ferramentas essenciais para maximizar o potencial da cultura e compensar as perdas previstas.

Impacto Climático na Produção

As altas temperaturas e a escassez de chuvas, sobretudo na região Centro-Sul, têm afetado diretamente a produtividade da cana-de-açúcar. Estima-se que a produção alcance 79.079 kg/ha, representando uma queda significativa de 7,6% em relação à safra anterior. Essas condições adversas comprometem não apenas a quantidade, mas também a qualidade da matéria-prima, fundamental para o desempenho econômico do setor sucroalcooleiro.

A Importância dos Maturadores na Maturação da Cana

O engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Iuri Cosin, destaca o papel crucial dos maturadores diante desses desafios. Ele explica que, em situações em que o clima não favorece a maturação natural da cana-de-açúcar, o uso desses produtos é recomendado para estimular o processo de maturação, garantindo níveis adequados de sacarose nos colmos. Essa tecnologia pode ser aplicada em diferentes momentos da safra, ajustando-se às necessidades específicas de cada fase do ciclo vegetativo.

Leia Também:  Revitalização de ginásio poliesportivo leva qualidade de vida para Itambiquara
O Maturador Riper: Uma Solução Eficaz

Cosin destaca o Riper como uma opção eficaz para os canavicultores. Esse maturador sistêmico atua promovendo a maturação da cana-de-açúcar, aumentando o teor de sacarose nos colmos e, consequentemente, a produtividade de açúcar. Sua aplicação flexível, com uma janela de uso que abrange até 45 dias antes da colheita, pode resultar em um aumento significativo nos níveis de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), proporcionando um retorno financeiro substancial para os produtores.

Com os desafios climáticos cada vez mais presentes, o investimento em tecnologias como os maturadores torna-se não apenas uma opção, mas uma necessidade para garantir a qualidade e a rentabilidade na safra sucroalcooleira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Impasse entre parlamentares e governo trava socorro financeiro ao agronegócio

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as negociações com o Ministério da Fazenda em busca de um socorro financeiro para o setor, mas esbarrou em um impasse técnico que ameaça o planejamento da próxima safra.

Ao apresentar uma contraproposta com taxas de juros mais acessíveis e prazos estendidos, a bancada ruralista tenta reverter as restrições impostas pelo governo, que, até o momento, limita o auxílio apenas aos prejuízos causados por eventos climáticos, excluindo o impacto das oscilações de mercado que também comprimiram a receita dos produtores.

O agronegócio, motor de cerca de um quarto do PIB nacional, enfrenta um cenário de crescente pressão sobre o fluxo de caixa. Entre 2019 e 2025, uma sucessão de frustrações climáticas, somada à desvalorização dos preços das commodities, gerou um passivo significativo que agora trava a capacidade de investimento para o próximo ciclo produtivo. A urgência da FPA em encontrar uma solução baseia-se no temor de que a falta de crédito provoque uma retração na área plantada e no uso de tecnologia, impactando a produtividade de um setor que é pilar da balança comercial brasileira.

Disputa de números

A divergência entre as propostas em mesa reflete a busca pelo equilíbrio entre a viabilidade do produtor e a responsabilidade fiscal do governo. A FPA defende um modelo de renegociação mais abrangente: para perdas por eventos climáticos, a sugestão é de juros de 4%, 6% e 8% ao ano. Já para perdas causadas por movimentos de mercado, a bancada propõe taxas de 5%, 7% e 9% — valores escalonados conforme o porte do produtor. A entidade pede ainda um prazo de oito anos para pagamento, com dois de carência, e a ampliação do teto de financiamento para R$ 10 milhões por CPF.

Leia Também:  Qualidade das Matérias-Primas: Fator Crucial para o Desempenho Zootécnico das Aves

O Ministério da Fazenda, contudo, mantém uma postura de maior rigor. A contraproposta do Executivo foca exclusivamente em perdas climáticas, com juros mais elevados — 6%, 9% e 12% ao ano — e um prazo menor de quitação: seis anos de pagamento com dois de carência. Além disso, a pasta sugere um limite de R$ 8 milhões por CPF para a renegociação.

Pontos de consenso e entraves

Embora o impasse nas taxas e na abrangência das dívidas persista, houve avanços em pontos estruturais. O governo concordou em manter o teto de R$ 50 milhões para financiamento a cooperativas, permitindo que estas atuem no repasse de crédito aos cooperados. Também houve progresso na discussão sobre um fundo garantidor e na flexibilização da regulamentação do crédito rural, permitindo que os bancos aproveitem melhor as garantias já existentes, atrelando-as à proporcionalidade da dívida.

Outro mecanismo em debate é a operação “mata-mata” para as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A ideia é permitir que produtores emitam novos títulos para quitar dívidas anteriores, uma forma de organizar o passivo e destravar o fluxo financeiro. No entanto, o tratamento das dívidas privadas permanece como um dos pontos mais críticos; a FPA quer evitar que débitos remanescentes sejam renegociados a taxas próximas de 20%, defendendo uma trava atrelada à Selic para não inviabilizar a renegociação.

Leia Também:  Unidades de saúde e educação do Rio recebem certificação de qualidade

A expectativa é que um texto de consenso surja nos próximos dias, seja para a publicação de uma Medida Provisória, com vigência imediata, ou o envio de um projeto de lei em regime de urgência. A resolução rápida é tratada pela bancada ruralista como condição indispensável para garantir que o setor mantenha o ritmo de produção que sustenta a economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA