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Maturador mostra resultados robustos com aplicação por drone em áreas de cana-de-açúcar de GO e SP

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Ensaios técnicos em seis áreas de cana-de-açúcar, dos estados de Goiás e São Paulo, apontaram ganhos representativos associados ao manejo da cultura com o regulador de crescimento Sprint® 50 WG, da Sipcam Nichino Brasil. Coordenados pela Baldan Connected, do consultor Edison Baldan Jr., os experimentos constataram a entrega de resultados relevantes ao produtor, sobretudo em relação ao acréscimo de ATR (açúcar por tonelada de cana) e à qualidade da matéria-prima.

De acordo com a engenheira agrônoma Carulina Oliveira, gerente de marketing da Sipcam Nichino, as pesquisas, concentradas nas goianas Quirinópolis, Jandaia e Gouvelândia, e nas paulistas Batatais e Uchoa, compararam a ação de Sprint® 50 WG à de outros dois insumos do gênero, utilizados no manejo padrão do produtor.

Números robustos

Conforme Carulina, na média geral dos ensaios, cujas aplicações ocorreram por meio de drones, o regulador de crescimento da companhia, avaliado em períodos de sete dias após aplicado (7 DAA), 14 DAA, 22 DAA, 28 DAA e 35 DAA, respondeu pela obtenção de 130 kg a 145 kg de ATR, em diferentes condições de campo. “Sprint® 50 WG se sobressaiu frente aos produtos comparados”, ressalta ela. “Nos diferentes pontos da fronteira agrícola da cana, superou ou ficou praticamente no mesmo patamar dos demais insumos”, acrescenta.

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De acordo com Carulina Oliveira, em outros cenários de análises, nos períodos de 28 DAA, 36 DAA e 42 DAA, a solução Sprint® 50 WG respondeu por ganhos de ATR de 11,5 kg, 17,7 kg e 22 kg, respectivamente, enquanto os demais reguladores de crescimento registraram entre 5,1 kg e 17,4 kg de ATR.

Segundo ela, consolidados, os dados gerais dos campos confirmam que o regulador de crescimento da companhia “traciona ganhos em açúcar por tonelada de cana, além de potencializar resultados financeiros de fornecedores da matéria-prima e de unidades produtoras de açúcar, etanol e energia”.

Gerenciamento da colheita

Carulina Oliveira salienta que a solução da companhia constitui um recurso de ponta à mão do produtor de cana-de-açúcar, para prover acúmulo de sacarose, ampliar a janela e otimizar o gerenciamento da colheita. Sprint® 50 WG pertence ao grupo das sulfonilureias e tem por ingrediente ativo o composto ortosulfamuron. “Usado em doses menores ante outros reguladores, logo no início da safra, a solução auxilia no aumento da capacidade de moagem, melhora o grau de pureza do caldo e evita a coloração indesejável do açúcar.”

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Ainda de acordo com Carulina Oliveira, Sprint® 50 WG se mostra altamente seletivo à cana, não interfere na brotação de soqueira, não atinge à gema apical e evita florescimento e isoporização de plantas. “Age de maneira sistêmica, no interior da planta. Interrompe o crescimento vegetativo da cana e abre caminho ao aumento do teor de sacarose e à antecipação da colheita.”

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: Sipcam Nichino Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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