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Apesar das flutuações, mercado de café pode seguir em alta; confira análise da Hedgepoint

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Na última semana, os futuros do café caíram, depois de terem atingido recordes de vários anos no início da semana, após chuvas em parte das regiões cafeeiras do Brasil.

No entanto, de acordo com Laleska Moda, analista de Café da Hedgepoint Global Markets, “os fundamentos ainda mostram suporte aos preços, pois o volume de chuvas foi baixo, mas pode induzir a floração. Isso pode aumentar o risco de impactos negativos na safra 25/26, já que a previsão para as próximas semanas ainda mostra chuvas escassas e altas temperaturas”.

“Para além dos valores acumulados, a umidade do solo na maioria das regiões também está abaixo da média e, em alguns casos, mesmo abaixo das mínimas históricas. Isso também contribui para o aumento do risco no mercado de café, especialmente porque as adversidades climáticas já impactaram a produção de 24/25”, observa.

Na última quinta-feira (19), a Conab reduziu em cerca de 4 M de sacas suas estimativas para a safra 24/25, para 54,8 M de sacas, com redução tanto no arábica, para 39,5 M de sacas, quanto no conilon, para 15,2 M de sacas, devido às más condições climáticas durante o desenvolvimento dos cafezais.

“Nossas estimativas são de 63M de sacas em 24/25 (43M de arábica e 20M de conilon), 3M de sacas abaixo dos números de 23/24”, destaca Laleska.

Além do Brasil, a expectativa sobre a safra vietnamita de 24/25 – prevista para começar no próximo mês nas regiões de arábica e em novembro nas de robusta – também está mantendo o mercado agitado.

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“A seca e as altas temperaturas até meados de 2024 podem impactar a produção total, com nossas estimativas em 27 M de sacas de café, uma ligeira queda em relação a 23/24, uma safra já menor. Agora, após a passagem do tufão Yagi pelo país e com um La Niña ativo, aumentam as preocupações sobre o padrão mais úmido do que o normal e o seu efeito na qualidade dos grãos de café e no ritmo da colheita”, indica.

“A menor colheita brasileira e vietnamita em 24/25 também deverá contribuir para o quarto ano de déficit global de café, o que poderá dar suporte aos preços do café nos próximos meses”, acredita.

Outro ponto de apoio – pelo menos por enquanto – são os níveis mais baixos dos estoques, tanto nas origens como nos destinos. Embora tenha havido um aumento das exportações brasileiras e até uma recuperação dos estoques europeus recentemente, os níveis em todo o mundo ainda estão abaixo das médias históricas.

“Também esperamos que os estoques nas origens diminuam até ao final de 24/25. Quanto aos destinos, poderemos assistir a um ligeiro aumento, uma vez que é provável que estes países importem mais nesta temporada, a fim de recuperarem os estoques, depois de terem atingido níveis historicamente baixos em 23/24”, analisa.

No entanto, Laleska pondera que “é bom notar que o comércio mundial está enfrentando desafios, como a falta de contêineres, o atraso nos embarques no Porto de Santos (o maior do Brasil), os conflitos em curso no Mar Vermelho e, agora, as preocupações com uma greve nas linhas de navegação dos EUA, o que contribuirá para a volatilidade dos preços”.

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“Por último, no cenário macroeconômico, o surpreendente corte de 0,5 ponto na taxa de juro da Fed na última semana poderá também influenciar o mercado a longo prazo. Com a redução da taxa de juro do Fed para o intervalo 4,75%-5,0%, o dólar americano deverá desvalorizar-se, apoiando os preços das commodities”, conclui.

Em resumo, os preços de futuros do café caíram nos últimos dias, refletindo em parte as chuvas nas zonas cafeeiras do Brasil. No entanto, embora possa haver mais correções ao longo de 2024, em geral, a tendência dos preços ainda é de alta, principalmente devido aos riscos climáticos.

No Brasil, a previsão é de baixos níveis de precipitação e altas temperaturas para o resto de setembro, o que aumenta o risco de efeito negativo no desenvolvimento da safra 25/26, pois a precipitação acumulada e a umidade do solo em muitas regiões seguem abaixo das médias. No Vietnã, após um início seco e quente em 2024, as preocupações são agora com a precipitação superior ao esperado para essa época, que poderá atrapalhar a colheita e a qualidade da safra de 24/25.

Fonte: Hedgepoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação em casas noturnas avança com novas notificações e inadequações identificadas

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na noite de sexta-feira (22), o terceiro dia da Operação Alvará Regular em Casas Noturnas, mobilizando equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), Corpo de Bombeiros Militar, Procon Municipal, Crea-MT, Semob.SegP e Polícia Militar. Entre 20h e 23h40, três estabelecimentos localizados na Rua 24 de Outubro, Avenida Getúlio Vargas e Avenida Beira-Rio passaram por vistorias voltadas à segurança, regularização documental, acessibilidade e proteção ao consumidor.

Ao longo das fiscalizações, as equipes identificaram irregularidades relacionadas a alvarás, documentação sanitária, acessibilidade e produtos vencidos, mas também encontraram estabelecimentos com parte das exigências regularizadas. A operação mantém caráter prioritariamente orientativo nesta primeira etapa, com prazos para adequações e previsão de retorno das equipes para reavaliação dos locais.

No primeiro estabelecimento fiscalizado, na Rua 24 de Outubro, o Procon apreendeu 61 unidades de energéticos vencidos armazenados em freezers da casa noturna. Segundo a secretária adjunta do órgão, Mariana Almeida Borges, a fiscalização atua para assegurar a saúde do consumidor e orientar os empresários sobre as normas vigentes. “A saúde do consumidor não pode ser colocada em risco”, afirmou. A documentação do local também apresentou inconsistências, posteriormente corrigidas com apoio do escritório de contabilidade do estabelecimento.

Na Avenida Getúlio Vargas, o Corpo de Bombeiros constatou pendências relacionadas ao Alvará de Segurança Contra Incêndio e à atualização do projeto aprovado anteriormente. Apesar disso, o major BM Fábio de Souza Sabino informou que os equipamentos preventivos instalados atendiam às necessidades do espaço. O estabelecimento recebeu prazo de 90 dias para regularização. “O principal objetivo da operação é proteger o cidadão, conscientizar os proprietários e garantir que a população frequente espaços regulares e seguros”, destacou o oficial.

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Já no terceiro estabelecimento, na Avenida Beira-Rio, a fiscalização encontrou situação considerada mais regular. O Procon não identificou produtos vencidos em quantidade que justificasse autuação imediata, adotando apenas medidas orientativas relacionadas à exposição de preços e disponibilização de cardápio físico. No local, a equipe da Sorp também registrou infração leve por emissão sonora acima do permitido, com medição de 75 decibéis no período noturno, resultando em auto de infração de R$ 600.

O agente de regulação e fiscalização da Sorp, Rafael da Cruz Mestre, explicou que as principais irregularidades verificadas nos três dias da operação envolvem alvarás ausentes ou desatualizados, com divergências de endereço, área ou CNPJ. Segundo ele, os estabelecimentos notificados têm prazo de 10 dias para regularização documental, sob pena de multa. O fiscal também ressaltou que a ausência de ocorrências graves demonstra a importância do trabalho preventivo realizado rotineiramente pelos órgãos municipais.

O balanço consolidado das ações aponta que o trabalho integrado entre os órgãos públicos tem permitido mapear as principais demandas do setor e orientar empresários sobre adequações necessárias. De acordo com o agente de fiscalização da Sorp, Aécio Benedito Dias Pacheco, a atuação conjunta busca levantar irregularidades e conceder prazo para regularização antes da adoção de medidas mais rígidas. “No retorno, o tratamento será diferente para quem não tiver cumprido as exigências”, afirmou.

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) também participou das vistorias e identificou falhas recorrentes relacionadas à acessibilidade. Segundo o coordenador da fiscalização preventiva integrada do órgão, Reinaldo de Magalhães Passos Toshiro, muitos estabelecimentos possuem banheiros adaptados, mas ainda apresentam obstáculos que comprometem o deslocamento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O órgão informou que, ao fim da operação, será elaborado um relatório técnico com as não conformidades encontradas.

Representantes do setor de eventos acompanharam as fiscalizações e avaliaram positivamente a iniciativa. O promotor de eventos Wanderson Gonçalves de Carvalho afirmou que a presença dos órgãos contribui para garantir segurança ao público e estimular a regularização dos estabelecimentos. Já o empresário Rafik Mohamed Yassin destacou o caráter orientativo da ação e a importância do cumprimento das normas para o funcionamento adequado dos eventos.

A Operação Alvará Regular em Casas Noturnas segue até o dia 3 de junho e integra uma força-tarefa iniciada após um incêndio registrado recentemente em uma casa noturna da capital. Na ocasião do lançamento da operação, a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares afirmou que a intensificação das fiscalizações busca garantir maior segurança ao público e assegurar que os estabelecimentos estejam adequados às normas exigidas para funcionamento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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