AGRONEGÓCIO

Mato Grosso se aproxima de novo recorde na safra de soja

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Mato Grosso está prestes a consolidar a maior safra de soja de sua história na temporada 2024/25. Apesar dos desafios enfrentados no início do ciclo, como a escassez de chuvas que retardou o plantio, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta uma produção próxima de 50 milhões de toneladas. O recorde é resultado da expansão da área plantada e do aumento na produtividade.

Em março, o Imea manteve a estimativa de área cultivada em 12,66 milhões de hectares, um crescimento de 1,47% em relação à safra anterior. Já a produtividade foi revisada para cima, atingindo 65,31 sacas por hectare, um aumento de 5,22% frente à projeção anterior e o maior rendimento da série histórica.

“Esse desempenho reflete o bom volume de chuvas registrado ao longo do desenvolvimento das lavouras, que favoreceu o potencial produtivo na maioria das regiões. No entanto, em algumas localidades, as áreas de plantio precoce sofreram com chuvas excessivas, aumentando a incidência de grãos avariados”, destacam os analistas do Imea.

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Com a estabilidade da área cultivada e a elevação da produtividade, a produção foi projetada em 49,62 milhões de toneladas, um crescimento de 5,22% em relação à estimativa anterior.

Levantamento em campo

Entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, o Projeto Imea em Campo percorreu os principais municípios produtores de soja do estado em parceria com a Aprosoja e o Iagro. Durante 57 dias, as equipes percorreram mais de 31 mil quilômetros, cobrindo 88 municípios que somam 11 milhões de hectares de soja.

Foram realizadas 802 avaliações, incluindo análises agronômicas, verificação da sanidade das lavouras e coleta de amostras para mensuração do peso dos grãos. Com base nesses dados e em levantamentos junto a agentes de mercado em fevereiro, o Imea revisou sua projeção para a safra 2024/25, apontando um crescimento anual de 1,47%, alcançando 12,66 milhões de hectares plantados.

Demanda aquecida

O Imea também ajustou a projeção de demanda de soja para 48,71 milhões de toneladas, um crescimento de 4,64% em relação à estimativa anterior. A exportação esperada para a temporada é de 30,88 milhões de toneladas, um aumento de 4,57% frente ao relatório anterior.

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“Apesar do início lento dos embarques devido ao atraso na colheita, a demanda chinesa impulsionou o escoamento da oleaginosa”, explicam os analistas.

No mercado interno, o consumo da soja deve atingir 12,85 milhões de toneladas, alta de 0,63% em comparação à projeção anterior, impulsionado pelo crescimento da demanda das indústrias esmagadoras. Já o consumo interestadual foi revisado para 4,98 milhões de toneladas, um aumento significativo de 17,18%.

Por fim, os estoques finais foram projetados em 1,01 milhão de toneladas, um crescimento expressivo de 42,87% na comparação mensal, reforçando o alto desempenho da produção de grãos em Mato Grosso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul após irregularidade das chuvas na safra 2025/26

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A colheita da soja da safra 2025/26 foi concluída no Rio Grande do Sul, encerrando um ciclo marcado pela forte irregularidade das chuvas e por perdas significativas de produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais de soja de segunda safra, sem representatividade estatística para o resultado estadual.

Os dados consolidados mostram que o desempenho das lavouras ficou abaixo das expectativas iniciais, refletindo os impactos do déficit hídrico registrado em diferentes momentos do ciclo produtivo.

Produtividade estadual fica quase 15% abaixo da estimativa inicial

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à projeção inicial de 3.180 quilos por hectare, divulgada antes do início do plantio.

A área cultivada com a oleaginosa no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul entre os principais produtores nacionais de soja.

Segundo o levantamento, a redução da produtividade está diretamente relacionada à distribuição irregular das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. Enquanto algumas regiões receberam precipitações suficientes para manter o potencial produtivo, outras enfrentaram longos períodos de estiagem justamente nas fases mais sensíveis da lavoura, comprometendo o enchimento de grãos e o rendimento final.

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Chuvas irregulares provocaram grandes diferenças entre regiões

A Emater destaca que a variabilidade climática resultou em diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e até mesmo entre propriedades vizinhas.

Esse comportamento evidencia como a distribuição das chuvas, mais do que o volume total precipitado, foi determinante para o desempenho das lavouras na safra.

Região de Ijuí registra contrastes no rendimento das lavouras

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi totalmente finalizada, confirmando a forte disparidade entre os municípios.

Os menores rendimentos foram registrados em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde a escassez de chuvas durante os períodos críticos do desenvolvimento da soja limitou significativamente o potencial produtivo.

Em contrapartida, o município de Santa Bárbara do Sul apresentou um dos melhores desempenhos da região, alcançando produtividade média superior a 3.600 quilos por hectare, favorecido por condições climáticas mais adequadas ao longo do ciclo.

Clima reforça desafios para a produção gaúcha

O encerramento da colheita confirma mais uma safra em que o comportamento climático foi determinante para os resultados da soja no Rio Grande do Sul.

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As diferenças observadas entre as regiões reforçam a vulnerabilidade da produção agrícola aos eventos climáticos extremos e evidenciam a importância de estratégias de manejo, planejamento e tecnologias capazes de reduzir os impactos da variabilidade das chuvas sobre a produtividade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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