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Mapa lança painel interativo com todas as novas aberturas de mercados do agronegócio brasileiro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um painel digital interativo que reúne todas as aberturas de mercados internacionais conquistadas pelo agronegócio brasileiro desde 2023.

A plataforma, desenvolvida pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), já contabiliza 500 novos mercados abertos em todos os continentes e permite acompanhar, de forma acessível e detalhada, o avanço da inserção internacional do setor.

Consulta fácil e detalhada por produto, país e ano

O painel apresenta um mapa-múndi interativo, no qual o usuário pode cruzar informações por produto, país, ano, continente e categoria.

A ferramenta permite identificar quantos mercados foram abertos em determinado período, quais países mais se destacam em oportunidades comerciais, os grupos de produtos mais beneficiados e a participação de cada categoria nas novas aberturas.

Voltada a produtores rurais, cooperativas, empresas exportadoras, entidades do setor, gestores públicos, pesquisadores e jornalistas, a iniciativa busca tornar os dados mais transparentes e acessíveis, incentivando mais empresas a se prepararem para exportar.

Adidos agrícolas fortalecem a diplomacia comercial

Os dados disponíveis no painel reforçam o papel estratégico da rede de adidos agrícolas na expansão do comércio exterior brasileiro.

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Segundo o Mapa, cerca de 60% das novas aberturas de mercado foram conquistadas em países que contam com adidos agrícolas alocados em embaixadas brasileiras.

Esses profissionais atuam diretamente na identificação de oportunidades, negociação de requisitos sanitários e apoio às empresas que buscam inserir seus produtos no mercado internacional.

Brasil alcança média de 14 novos mercados por mês

Desde o início da atual gestão, o Brasil tem mantido um ritmo expressivo de aproximadamente 14 novas aberturas de mercado por mês, totalizando 500 oportunidades inéditas para produtos do agro.

O objetivo da nova ferramenta é dar visibilidade a esse avanço e fortalecer a política de promoção comercial e diversificação de destinos, estimulando também a interiorização da cultura exportadora — com mais regiões e segmentos participando do comércio global.

Atualizações constantes e monitoramento em tempo real

O painel será atualizado continuamente, conforme novas aberturas forem concretizadas, permitindo que os usuários acompanhem em tempo quase real a evolução da presença internacional do agronegócio brasileiro.

A iniciativa oferece uma visão abrangente dos setores consolidados e dos segmentos emergentes, reforçando o compromisso do Mapa com a transparência, inovação e competitividade global do agro nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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