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Mais de 400 atletas em quatro modalidades participam dos Jogos Abertos Cuiabanos 2025

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Após mais de uma década de pausa, Cuiabá voltou a celebrar uma de suas maiores tradições esportivas. Os Jogos Abertos Cuiabanos 2025, promovidos pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), marcaram o retorno de um evento histórico que movimentou quadras, ginásios e corações. A competição reuniu mais de 400 atletas em quatro modalidades: voleibol, basquete, handebol e futsal, e serviu como seletiva para o Estadual, devolvendo à capital o protagonismo esportivo que há anos pedia passagem.

Esporte como continuidade e cidadania

Para o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, a retomada dos Jogos Abertos representa muito mais que uma competição. É o elo que faltava na cadeia de formação esportiva da cidade, garantindo aos atletas adultos a oportunidade de continuar praticando e representando Cuiabá.

Segundo Jefferson, o principal objetivo da Prefeitura ao revitalizar os Jogos Abertos é garantir competitividade e continuidade. “Temos os Jogos Estudantis, que atendem as categorias de 12 a 17 anos, e agora oferecemos espaço para o atleta adulto. É fundamental manter esse ciclo ativo para que o esporte acompanhe o atleta por toda a vida”.

O secretário lembra que a última edição havia ocorrido há mais de 14 anos e destaca que o retorno dos jogos também é um resgate histórico e cultural. “O esporte precisa ser pensado no médio e longo prazo. Essa é uma construção contínua. Não se faz alto rendimento de um dia para o outro. É plantando agora que colheremos os resultados”, reforça.

Organização, estrutura e comprometimento

A coordenação-geral dos Jogos Abertos, sob responsabilidade de Dinho Ribeiro, foi um dos pilares para o sucesso do evento. “A organização teve o cuidado de oferecer os melhores espaços esportivos da Prefeitura, como o Complexo Dom Aquino, o recém-reformado Ginásio da Lixeira e o Verdinho, que recebeu melhorias completas. Também garantimos material esportivo novo e arbitragem qualificada, em parceria com as federações de cada modalidade”, explica Dinho.

Segundo ele, o desafio maior foi justamente fazer história com a primeira edição do evento em novo formato. “Foi um grande desafio, mas também uma conquista. Com apoio do secretário Jefferson e de toda a equipe técnica, elaboramos o projeto com antecedência, realizamos congressos técnicos e garantimos que tudo saísse dentro do planejado. É um marco para o esporte cuiabano”, comemora.

Socorristas e árbitros: os bastidores que garantem segurança e credibilidade

Enquanto as torcidas vibravam nas arquibancadas, outro time trabalhava com dedicação silenciosa para garantir segurança, integridade e bom andamento das competições.

A equipe de socorristas da empresa Anjo Salva, contratada pela Prefeitura, esteve presente em todas as modalidades, oferecendo suporte de primeiros socorros a atletas e público. “Nosso papel é a prevenção e o atendimento imediato. Felizmente, nenhuma ocorrência grave foi registrada. As mais comuns são cãibras, escoriações e contusões leves. Estar aqui é garantir tranquilidade para todos”, explicou João Luiz Paz de Barros, bombeiro civil socorrista.

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Na arbitragem, o compromisso com a ética e o profissionalismo também se destacou. O professor e árbitro Marco Túlio Monteiro da Silva, diretor da Escola de Formação de Oficiais de Arbitragem da Federação Mato-grossense de Futsal, ressaltou a importância da competição para o crescimento técnico dos árbitros. “Assim como os atletas, nós também precisamos de rodagem. Eventos como este mantêm nosso reflexo e posicionamento em dia. A arbitragem tem evoluído junto com o nível das equipes, e o respeito mútuo foi marcante durante os jogos”, afirmou.

Atletas e histórias que inspiram

Dentro de quadra, o brilho foi dividido entre experiência, superação e amor pelo esporte.

No voleibol masculino, a equipe Sarça de Cuiabá conquistou o título após uma campanha intensa. O técnico Matheus Lucas da Silva Arruda destacou o esforço coletivo e o retorno de atletas formados na base. “A trajetória foi de jogos difíceis, mas conseguimos manter o grupo completo e saudável. Esse título mostra o trabalho que o Sarça vem fazendo junto à Facceb, com foco em representar bem Cuiabá no estadual e, se possível, em nível nacional”, disse.

O líbero Fagner Arthur Queiroz, de 31 anos, resumiu a emoção do grupo. “Ser campeão é uma sensação de dever cumprido. O diferencial da nossa equipe é o conjunto, a união dentro e fora da quadra.”

No voleibol feminino, a levantadora Caroline Santos, capitã da equipe campeã Módena, celebrou o resultado com orgulho. “Representar Cuiabá depois de tanto tempo sem uma equipe à altura é uma grande satisfação. É o resultado de muito trabalho e dedicação.”

O futsal masculino também teve emoção de sobra: após empate sem gols no tempo regulamentar, o Le Bonde Futebol Clube venceu o Terra Nova nos pênaltis. O capitão Diego Rodrigues de Oliveira destacou a superação do grupo. “A trajetória não foi fácil, mas conseguimos chegar à semifinal e vencer. Esse é nosso primeiro título, um marco para nós. Agora é focar no Estadual e representar bem Cuiabá”, disse, emocionado.

Entre a paixão e o desafio

Nem só de vitórias se faz o espírito esportivo. O atleta João Pedro, goleiro do vice-campeão Terra Nova, mostrou maturidade e espírito de equipe. “Foi uma final disputada. Saímos frustrados pelo segundo lugar, mas com a cabeça erguida. O esporte é isso, seguir em frente e continuar acreditando.”

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Já o ponteiro Danrlei Walisson, presidente da Associação Módena de Voleibol, celebrou o vice-campeonato com visão de futuro. “Participar foi excelente. Colocamos atletas jovens para ganhar experiência, porque o voleibol precisa de rodagem. Nossa associação trabalha com base e categorias menores. A vitória do Sarça mostra que treino e dedicação fazem diferença.”

Esporte como política pública e transformação social

O diretor de Vôlei de Praia da Federação Mato-Grossense de Voleibol, Jairo Schantz Júnior, avaliou os Jogos como essenciais para o fortalecimento do esporte local. “A participação foi intensa. Trazer de volta essa competição cria calendário, estimula os projetos e incentiva o treino constante. Isso é fundamental para revelar talentos e fortalecer o esporte em toda a Baixada Cuiabana.”

Jairo também elogiou as ações da Prefeitura. “O fomento está acontecendo, revitalização dos espaços, abertura de escolas para o esporte, descentralização. Quanto mais oportunidades, mais chances teremos de formar atletas e cidadãos.”

Resultados finais

Voleibol Feminino
Campeão: Associação Módena de Voleibol
Vice-campeão: Novo Vôlei Cuiabá
3º lugar: CT Pantanal

Voleibol Masculino
Campeão: Sarça
Vice-campeão: Módena

Futsal Masculino
Campeão: El Bonde
Vice-campão: Terra Nova

Basquetebol masculino
Campeão: KiModelo
Vice-campeão: UFMT

Basquetebol feminino
Campeão: Pérolas
Vice-campeão: Fênix

Handebol masculino
Campeão: AEHBU
Vice-campeão: Atlético Tijucal

Handebol feminino
Campeão: ASGV
Vice-campeão: Atlético Tijucal

Resultados e legado

Os Jogos Abertos Cuiabanos 2025 encerraram com energia de celebração e promessa de continuidade. Além do resgate histórico, o evento deixou como legado organização, segurança e valorização do esporte amador, reforçando o compromisso da Prefeitura com o desenvolvimento humano e social por meio da prática esportiva.

Para o secretário Jefferson Neves, é apenas o começo de uma nova era. “Estamos preparando o calendário de 2026 com ainda mais modalidades, incluindo natação, atletismo e artes marciais. Cuiabá tem potencial para ser referência no esporte, e vamos trabalhar para isso.”

Enquanto os troféus são erguidos e os ginásios voltam ao silêncio, fica o sentimento de que o verdadeiro triunfo vai além do placar. Está na soma de esforços, dos atletas, técnicos, socorristas, árbitros, organizadores e gestores, que devolveram à capital mato-grossense o orgulho de ser, novamente, uma cidade do esporte.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra atletas da equipe Módena, campeãs do voleibol feminino, ao lado do coordenador-geral dos Jogos Abertos Cuiabanos, Dinho Ribeiro, e do secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, durante a cerimônia de premiação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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