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Milho enfrenta negociações travadas no Brasil, queda na B3 e alta em Chicago

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O mercado de milho no Brasil segue marcado por negociações lentas e divergências entre preços pedidos por produtores e ofertas da indústria. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta restrita em várias regiões mantém compradores cautelosos, mesmo com o avanço do plantio da safra 2025/26.

No Rio Grande do Sul, o plantio está mais adiantado do país, mas a liquidez é baixa e o abastecimento depende de grãos vindos de outros estados e do Paraguai. As cotações giram entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca, com referência futura em R$ 69,00/saca para fevereiro de 2026.

Em Santa Catarina, os agricultores pedem até R$ 80,00/saca, mas as ofertas não passam de R$ 70,00, mantendo o mercado travado. No Paraná, apesar da colheita recorde, as negociações seguem lentas: produtores pedem em média R$ 73,00 a R$ 75,00/saca, enquanto a indústria oferece abaixo de R$ 70,00 CIF. Já em Mato Grosso do Sul, a liquidez também é baixa, com preços entre R$ 48,00 e R$ 53,00/saca.

B3 registra quedas nos contratos futuros

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros de milho iniciaram a quinta-feira (24) em baixa. Por volta das 10h07, o novembro/25 era negociado a R$ 66,12 (-0,42%), o janeiro/26 a R$ 69,02 (-0,33%), o março/26 a R$ 71,93 (-0,17%) e o maio/26 a R$ 70,92 (-0,11%).

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O movimento de queda foi reforçado pelo câmbio, já que o dólar encerrou a última terça-feira cotado a R$ 5,27, menor valor desde junho. Esse fator, aliado à estabilidade dos prêmios nos portos e à pressão de Chicago, formou a base dos preços internos.

Na sessão anterior, as perdas foram mais acentuadas: novembro/25 caiu R$ 0,13 no dia e R$ 1,06 na semana, fechando a R$ 66,44. Janeiro/26 recuou R$ 0,03 no dia e R$ 1,26 na semana, encerrando a R$ 69,24. Março/26 perdeu R$ 0,31 no dia e R$ 1,44 na semana, cotado a R$ 72,09.

Chicago sobe com expectativa de cortes na produção

No mercado internacional, os contratos do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operaram em alta nesta quarta e quinta-feira, sustentados por relatos de produtividade abaixo do esperado nos EUA e pela possibilidade de cortes nas estimativas de produção do USDA.

Na quarta-feira, o contrato de dezembro/25 fechou a US$ 426,50 por bushel (+1,13%) e o de março/26 a US$ 443,00 (+0,97%), impulsionados também pela forte demanda do México. Mesmo com produção doméstica maior, as importações mexicanas devem se manter estáveis em 2025/26, segundo o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA.

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Já na quinta-feira, às 9h44 (horário de Brasília), dezembro/25 era cotado a US$ 4,27, março/26 a US$ 4,43, maio/26 a US$ 4,52 e julho/26 a US$ 4,58, com altas entre 0,50 e 0,75 ponto.

Apesar da valorização, analistas alertam que a aceleração da colheita americana e o avanço da seca no Meio-Oeste podem limitar ganhos. O consultor Michael Cordonni reduziu sua estimativa de produção para 417 milhões de toneladas, enquanto o USDA mantém 427 milhões, número recorde que pode ser revisado diante da deterioração das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura debate regras para moradias populares e ocupação urbana em Cuiabá

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A ocupação do solo urbano e as condições mínimas para construção de moradias de interesse popular pautaram uma audiência pública conduzida pelo prefeito de Abilio Brunini e pelo secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, na noite desta quinta-feira (21), em Cuiabá. O encontro debateu alterações na Lei Complementar 389/2015, que trata do uso e ocupação do solo no município.

Realizada no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME), a audiência reuniu representantes do setor imobiliário, arquitetos, urbanistas, empresários, especialistas e moradores da capital. O debate se estendeu por mais de quatro horas, marcado por apresentações técnicas, manifestações da sociedade civil e discussões sobre os impactos urbanísticos e sociais da proposta.

Entre os principais pontos discutidos esteve a previsão de parcelamento mínimo dos lotes em 200 metros quadrados. A proposta, segundo os gestores municipais, busca garantir melhores condições de habitabilidade, qualidade urbana e dignidade às famílias contempladas por empreendimentos habitacionais populares.

Durante a audiência, o prefeito Abilio Brunini defendeu que o crescimento urbano de Cuiabá precisa estar alinhado à qualidade de vida da população. Segundo ele, a cidade possui espaço e demanda para diferentes modelos de construção e faixas habitacionais, sem abrir mão de critérios urbanísticos que assegurem conforto, infraestrutura e bem-estar aos moradores.

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“O desenvolvimento da cidade precisa ser pensado para as pessoas. Cuiabá tem um mercado imobiliário forte e capacidade para atender todas as faixas de construção, mas é necessário garantir condições adequadas para quem vai morar nesses espaços”, resumiu o prefeito durante o debate.

O secretário José Portocarrero ressaltou que a discussão integra o planejamento urbano defendido pela gestão municipal e reforçou que a audiência pública representa o início de um amplo diálogo com a sociedade antes do encaminhamento da proposta à Câmara Municipal.

“Estamos abrindo esse debate para ouvir especialistas, empresários e a população antes que o projeto siga para análise do Legislativo. O objetivo é construir uma cidade mais equilibrada, sustentável e com melhores condições urbanas para todos”, destacou o secretário.

As contribuições apresentadas durante a audiência passarão por análise técnica antes da elaboração final da minuta do projeto de lei, que ainda será apreciada pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico (CMDE) e posteriormente encaminhada à Câmara Municipal de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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