AGRONEGÓCIO

Louis Dreyfus anuncia investimento de US$ 400 milhões na Argentina para ampliar processamento de girassol

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A Argentina deve receber um novo e expressivo aporte no setor agroindustrial. O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, anunciou que a Louis Dreyfus Company (LDC), uma das maiores tradings agrícolas do mundo, pretende investir US$ 400 milhões na construção de uma unidade de processamento de sementes de girassol na província de Buenos Aires.

A informação foi divulgada pelo ministro por meio da rede social X, após o recebimento de uma carta enviada por Michael Gelchie, diretor-presidente da companhia. O projeto será instalado na cidade de Bahía Blanca, um dos principais polos logísticos e exportadores do país.

Nova planta será uma das maiores do mundo

Segundo informações apresentadas pela empresa, a nova unidade será destinada à moagem e ao processamento de sementes de girassol, com capacidade estimada de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas por ano.

A Louis Dreyfus destacou que a instalação deverá figurar entre as maiores do mundo nesse segmento, ampliando significativamente a capacidade industrial da Argentina para agregação de valor à produção agrícola.

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O empreendimento faz parte da estratégia global da companhia de fortalecer sua presença em regiões com forte vocação agrícola e elevado potencial exportador.

Conclusão das obras está prevista para 2027

De acordo com a comunicação encaminhada ao governo argentino, a conclusão do projeto está prevista para o final de 2027.

A empresa ressaltou que a decisão de investir no país está relacionada à confiança no potencial de longo prazo da economia argentina e à importância estratégica do país no abastecimento global de commodities agrícolas.

Antes da definição do investimento, a companhia também manteve diálogo com autoridades governamentais e representantes do setor produtivo para avaliar as condições necessárias para a implantação da nova estrutura industrial.

Investimento fortalece agronegócio e indústria exportadora

Para o governo argentino, o projeto representa um importante avanço para a cadeia agroindustrial nacional. Além de ampliar a capacidade de processamento de oleaginosas, a nova planta deverá impulsionar a geração de empregos, fortalecer a infraestrutura logística e industrial e estimular exportações de produtos com maior valor agregado.

A iniciativa também reforça a posição da Argentina como um dos principais players globais no mercado de grãos e derivados, especialmente no segmento de oleaginosas.

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Segundo a Louis Dreyfus Company, o anúncio oficial do empreendimento será realizado em momento posterior, quando forem concluídas as etapas formais relacionadas ao investimento.

Perspectivas para o setor

O aporte de US$ 400 milhões ocorre em um contexto de busca por novos investimentos produtivos no agronegócio argentino. A ampliação da capacidade de processamento interno é vista como uma estratégia para aumentar a competitividade das exportações, gerar valor dentro do país e fortalecer a participação da indústria agroalimentar nos mercados internacionais.

Com a nova planta, a expectativa é de que a Argentina amplie sua relevância no processamento de girassol e consolide ainda mais sua posição entre os principais fornecedores globais de produtos derivados da oleaginosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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