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Biotecnologia e sustentabilidade, ingredientes-chave de café campeão de qualidade

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“Acreditamos em um futuro onde a sustentabilidade deixará de ser obrigação para ser uma realidade”. Com essa convicção, em 2015 a família do produtor rural José Ricardo Carvalho, atuante no agronegócio desde 1981, passou a se dedicar exclusivamente ao café na Fazenda Estrela Carvalho, no município de Coromandel (MG). “Essa mudança aconteceu quando nossos filhos se formaram engenheiros agrônomos e foi motivada pela inovação. Tínhamos pessoas atualizadas, que aprenderam técnicas novas, e queríamos aproveitar o melhor da nossa terra, um local privilegiado para produzir café com excelência”, relata a esposa de José Ricardo, Isabel Cristina Carvalho.

Quando a família começou a plantar café, registrou a marca e divulgou um manifesto, destacando o interesse em produzir com excelência, produtividade e equilíbrio ambiental. “A união de talentos, a sinergia do conhecimento técnico e o amor pela natureza são catalisadores de uma agricultura mais consciente. É assim que buscamos produzir produtos de alto valor”, diz um trecho do documento. Inicialmente, os Carvalho cultivavam apenas café convencional. Quando conheceram o orgânico, fizeram curso e implantaram o que aprenderam na propriedade. Dos 236 hectares destinados ao café, oito já são de cultivo orgânico e a intenção é expandir ainda mais a área, apoiado pelos resultados positivos.

“Com objetivo de buscar sempre o melhor, testar novas técnicas e práticas, iniciamos há três anos um projeto piloto de café orgânico, que em sua primeira safra já se tornou campeão de grandes prêmios”, revela Isabel. Desde novembro de 2023, o café orgânico Paraíso 2 da Fazenda Estrela Carvalho conquistou primeiro e segundo lugares na NKG Stockler, uma das maiores exportadoras brasileiras do grão; 11º na BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais); terceiro no Certifica Minas da Emater; primeiro no 11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro; terceiro no Florada – Café Três Corações; e primeiro no Cafebras. “Ficamos muito felizes e honrados com esses prêmios, concorrendo com cafés convencionais, porque nosso maior objetivo sempre foi entregar um café de qualidade às pessoas”, afirma a produtora.

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Diferenciais

No último prêmio recebido, da Região do Cerrado Mineiro, a bebida foi avaliada nos quesitos aroma, sabor, finalização, acidez, corpo, equilíbrio, uniformidade e doçura. Além do primeiro lugar na categoria Natural, o café orgânico da Fazenda Estrela Carvalho também bateu o recorde histórico do Leilão Solidário, promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro para permitir a aquisição presencial dos cafés mais bem avaliados nas três categorias do prêmio. Um consórcio de empresas arrematou a saca por R$ 68 mil.

Na avaliação de Isabel, um conjunto de fatores agrega a qualidade superior do café que a família produz: microclima, manejo e equilíbrio nos tratos culturais. Entre as práticas agrícolas bem-sucedidas adotadas na fazenda, ela aponta a disciplina no cuidado com as plantas e os frutos, com aplicação dos produtos adequados na hora certa, e a realização do manejo integrado de pragas, que age antes de qualquer doença dominar a lavoura.

Para a família Carvalho, a inovação é outro ponto fundamental para o êxito da atividade. Tanto no plantio orgânico quanto no convencional foram usados produtos da Alltech Crop Science: Soil-Set ®, que auxilia de forma natural na supressão das adversidades naturais, e Agro-Mos ®, que ativa as defesas naturais das plantas, tornando-as mais resistentes. “São soluções altamente tecnológicas para promover a vitalidade das plantas. Como foram feitas aplicações durante toda a safra, os produtos agiram preventivamente, trazendo alta performance e controle eficiente, evitando que algum fator de estresse causasse danos na planta e derrubasse os frutos”, explica o engenheiro agrônomo Felipe Funes dos Santos, gerente de vendas da Alltech Crop Science. “São produtos de confiança, alinhados às exigências legais, que nos entregaram planta e frutos mais sadios”, atesta o engenheiro agrônomo Ivan Carvalho, filho responsável pela gestão operacional da propriedade.

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Por não usar agrotóxicos nem produtos agressivos ao meio ambiente, além de fazer um trabalho de recuperação do Cerrado, a Fazenda Estrela Carvalho já conta com os selos Reflorest, Regenagri, Certifica Minas e Triple A e está em fase final de auditoria para receber a certificação para café orgânico. A produção é vendida para exportadores e cafeterias, com clientes espalhados pelo país.

Técnicas e produtos utilizados no plantio orgânico já estão sendo apropriados pelo convencional, onde a família também trabalha de forma ecologicamente correta, aproveitando ao máximo a renovação de recursos naturais e ampliando o uso de orgânicos, como compostos. “A Fazenda Estrela Carvalho é um exemplo de como as inovações biotecnológicas entregam sustentabilidade. A Alltech Crop Science está à disposição dos cafeicultores com um leque completo de soluções naturais para potencializar os ganhos produtivos e financeiros, beneficiando e valorizando o meio ambiente”, finaliza o gerente de vendas.

Fonte: Alltech Crop Science

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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