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Lideranças do setor de tabaco gaúcho se reúnem para discutir desafios e perspectivas

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Nesta segunda-feira, 1º de julho, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou de uma reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco do Rio Grande do Sul. O evento foi promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do estado, por meio do Departamento de Governança e Sistemas Produtivos. O encontro, liderado pelo presidente da Câmara, Romeu Schneider, teve a presença do secretário da Agricultura, Clair Kuhn, que deu as boas-vindas aos participantes.

Iro Schünke, presidente do SindiTabaco, apresentou um levantamento detalhado sobre os prejuízos causados pelas enchentes de maio nas propriedades dos produtores de tabaco. De acordo com o estudo, 75 municípios produtores foram afetados, impactando 1.929 produtores, com prejuízos estimados em aproximadamente R$ 95 milhões. Schünke destacou que as perdas poderiam ter sido maiores se não fosse a compra antecipada do tabaco, ocorrida devido à safra menor e aos altos preços pagos aos produtores.

Resultados da Safra e Apoio aos Produtores

O presidente do SindiTabaco enfatizou que a prioridade das empresas foi ajudar os empregados e apoiar os municípios mais atingidos. “As equipes de campo foram mobilizadas para entender a situação dos produtores integrados, enfrentando dificuldades de acesso e comunicação em algumas localidades”, explicou Schünke. Venâncio Aires foi o município mais afetado em termos de valor, enquanto Candelária teve o maior número de produtores prejudicados. Apesar das perdas, 96% dos produtores manifestaram a intenção de continuar produzindo tabaco.

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Para apoiar os produtores, as empresas associadas repuseram insumos para refazer 2.070 canteiros de mudas perdidos, um investimento que superou R$ 1,6 milhão. Schünke destacou a necessidade de políticas públicas para auxiliar na reconstrução de residências e estufas.

Safra 2023/24 e Perspectivas para 2024/25

Durante o encontro, foram discutidos os resultados da safra de tabaco 2023/24 e as perspectivas para 2024/25. Dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) revelam que 509 dos 1.191 municípios da Região Sul produziram tabaco na safra 2023/24, com o Rio Grande do Sul liderando com 201 municípios. A produção totalizou quase 220 mil toneladas em 126 mil hectares, gerando uma renda bruta estimada em mais de R$ 5,2 bilhões. Apesar do aumento da área plantada, a produção foi menor devido ao excesso de chuva. No entanto, o preço pago aos produtores aumentou 13%, beneficiando diretamente os agricultores.

Romeu Schneider destacou o aumento significativo das indenizações pagas pela Afubra devido a danos causados pelo granizo. Schünke acrescentou que o tabaco continua a ser uma importante fonte de receita para os produtores e para o estado, com exportações que atingiram US$ 950 milhões até o final de maio, 34% a mais em comparação com o mesmo período de 2023.

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Irrigação como Solução para Estiagem

Paulo Lipp, assessor da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, abordou a importância da irrigação como medida de proteção contra a estiagem, especialmente com a possível chegada do fenômeno La Niña. Lipp informou que o governo do estado está oferecendo um programa de subvenção que cobre 20% do investimento em irrigação, com um limite de até R$ 100 mil por projeto. O programa apoia a implantação ou ampliação de sistemas de irrigação e a construção de reservatórios de água.

Edital do programa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.

A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.

A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.

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“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.

“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.

A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.

Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.

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A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.

O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.

Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.

O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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