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Custos de produção do leite registram nova queda em março, anuncia Embrapa Gado de Leite

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Este declínio ocorre em um período em que tanto os preços internacionais quanto os valores pagos aos produtores no mercado doméstico estão em ascensão, sinalizando um segundo mês de melhoria nas margens desta atividade econômica. No acumulado do primeiro trimestre deste ano, os custos de produção experimentaram uma deflação de -3,4%. Em uma comparação entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2023, observou-se uma retração de -5,5% nos custos.

Queda no Custo da Alimentação do Rebanho Contribui para a Redução de Custos

A redução dos custos da alimentação foi um fator preponderante na deflação registrada em março, dada sua relevância na composição dos custos desta atividade. No mês anterior, o grupo Concentrado apresentou uma retração de -4,1%, com uma queda generalizada nos preços de ração, farelos de soja, milho e trigo. Além disso, adubos e defensivos também registraram uma diminuição de preço, contribuindo para a redução dos custos de produção do grupo Volumosos, que foi de -0,8%. O grupo Minerais também apresentou uma queda, embora mais restrita, de -0,1%. Outro grupo que registrou uma queda nos custos de produção foi o de Qualidade do Leite, com -2,4%.

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Poucos Grupos Apresentaram Elevação de Custos

Em março, apenas dois grupos que compõem o ICPLeite/Embrapa apresentaram aumento nos custos. Sanidade e Reprodução registrou uma elevação de 0,6%, enquanto o grupo Energia e Combustível teve um aumento de 0,1%. O grupo Mão de Obra não apresentou variação nos custos durante o mês de março.

Variação em Doze Meses e Tendências Futuras

Na comparação dos custos ao longo de doze meses, observa-se uma variação de -5,5%, com os três grupos de alimentação registrando variações negativas de dois dígitos. O grupo Minerais apresentou uma queda expressiva de -15,3%, seguido por Concentrado, com -13,2%, e Volumosos, com -10,7%. Por outro lado, quatro grupos apresentaram crescimento significativo de custos. O de maior intensidade foi o de Energia e Combustível, com 17,8%, enquanto o de maior impacto, devido ao seu peso relativo, foi o de Mão de Obra, com 6,1%. Os grupos Sanidade e Reprodução e Qualidade do Leite acumularam aumentos de 4,9% e 0,4%, respectivamente, ao longo do período de doze meses.

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Em 2023, houve dois períodos distintos de variação nos custos. Entre março e junho, foram registradas quedas contínuas, seguidas de uma elevação constante até janeiro do ano corrente. A partir daí, os custos experimentaram dois meses consecutivos de queda, retornando aos níveis observados em outubro de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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