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Terminação Intensiva a Pasto: Estratégia Potencializa Produtividade no Período das Chuvas

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A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) tem se destacado como uma estratégia eficaz para a pecuária brasileira, especialmente durante o período chuvoso. Caracterizada pelo fornecimento de grande parte da dieta animal no cocho, com o pasto funcionando como fonte de volumoso, a TIP garante alta eficiência produtiva, fácil manejo e adaptação a diferentes tipos de propriedade rural.

Segundo o zootecnista e diretor técnico da Connan, Bruno Marson, o período de chuvas proporciona pastagens de excelente qualidade, tornando a TIP uma opção ideal para potencializar o ganho de peso do rebanho. “Com essa técnica, é possível fornecer ao animal cerca de 1,5% de seu peso vivo em ração, concentrando de seis a dez animais por hectare em áreas específicas da fazenda”, explica Marson.

Benefícios da TIP para a produção pecuária

A TIP oferece previsibilidade no abate, permitindo maior uniformidade dos lotes e a extensão do período de terminação sem a necessidade de confinamento. Além disso, os custos operacionais são reduzidos, o manejo é simplificado, e o bem-estar animal é preservado.

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No sistema, os animais consomem a mesma quantidade de ração que teriam em confinamento, mas com o pasto desempenhando o papel de volumoso. Isso possibilita maior eficiência na conversão alimentar e, segundo Marson, cerca de 75% do peso ganho pelos animais é convertido em carcaça.

“A TIP utiliza as pastagens disponíveis na propriedade, focando os investimentos em ração e cochos, que são cruciais para o ganho de peso. É uma solução viável e vantajosa para os pecuaristas que buscam alta produtividade sem grandes investimentos em infraestrutura”, destaca o especialista.

Nutrição planejada e manejo adequado

Para potencializar os resultados da TIP, é essencial adotar práticas simples e bem planejadas de manejo e nutrição. Marson orienta que os cochos tenham de 50 a 70 cm por cabeça, com capacidade de armazenar ao menos 20 quilos de ração por metro.

O fornecimento de ração pode ser feito em um ou dois tratos diários, e a distância entre o cocho e a fonte de água deve ser de, no mínimo, 100 metros. “Essa distância é importante para evitar que os animais sujem os bebedouros após se alimentarem, preservando a qualidade da água”, explica.

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Tecnologia acessível para melhores resultados

Entre as soluções recomendadas, está o uso do Nuclemix Connan Termina-Fácil, que pode ser diluído em 80% de milho moído com granulometria adequada. “Essa tecnologia contribui para o aumento do ganho em carcaça e a deposição de gordura de acabamento, sem a necessidade de confinamento, proporcionando economia e eficiência para o pecuarista”, conclui Marson.

A Terminação Intensiva a Pasto se consolida como uma alternativa promissora, capaz de unir economia, eficiência e sustentabilidade para a pecuária brasileira, especialmente no período das águas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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