AGRONEGÓCIO

Lançada em Cuiabá a GreenFarm 2026, com foco em negócios e tecnologia

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Com proposta de ganhar escala e densidade técnica, a GreenFarm 2026 foi oficialmente lançada na noite desta quarta-feira (18.03), em Cuiabá, capital de Mato Grosso. A feira será realizada entre 27 e 30 de maio, no Parque Novo Mato Grosso, em uma área ampliada e com reforço na programação voltada à geração de negócios.

Ainda em sua terceira edição, o evento tenta se posicionar em um segmento competitivo, dominado por feiras já consolidadas, apostando na combinação entre vitrine tecnológica, conteúdo técnico e articulação comercial. A expectativa da organização é ampliar a presença de expositores e visitantes, além de aumentar o volume de negócios fechados durante os quatro dias.

A programação inclui rodadas de negócios, palestras com especialistas, fóruns temáticos e exposição de máquinas, implementos e soluções digitais. Também estão previstos leilões de animais, entre eles o 1º Leilão Noite de Gala do Quarto de Milha, marcado para 28 de maio, mirando um público de genética e pecuária de elite.

Um dos eixos da edição 2026 será o fortalecimento do conteúdo técnico. Em parceria com o Lide MT, a feira sediará fóruns voltados ao ambiente de negócios, com discussões sobre acesso a mercados, segurança jurídica e investimentos — temas que têm ganhado peso diante do aumento das exigências regulatórias e da pressão por competitividade no campo.

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No campo institucional, a organização também aposta na diversificação do público. Pela primeira vez, a feira terá um pavilhão dedicado a expositoras mulheres do agronegócio, iniciativa que se soma a projetos como o Circuito Fazenda Rosa, voltado ao protagonismo feminino em um setor historicamente dominado por homens.

Idealizadora do evento, Randala Lopes afirmou, durante o lançamento, que a edição deste ano recebeu investimentos na estrutura e na curadoria técnica. Segundo ela, a proposta é tornar a GreenFarm um ambiente mais eficiente para geração de negócios, sem perder o caráter de difusão de conhecimento. A organização também promoveu ajustes operacionais, incluindo mudanças nos horários de funcionamento, com o objetivo de ampliar o fluxo de visitantes e tornar o evento mais acessível.

A estratégia ocorre em um momento de transformação do agronegócio brasileiro, com avanço da digitalização, maior integração entre cadeias produtivas e crescimento da demanda por soluções voltadas à produtividade e sustentabilidade. Nesse contexto, feiras do setor vêm assumindo papel cada vez mais relevante como plataformas de lançamento de tecnologias e fechamento de contratos.

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Realizada em Mato Grosso — maior produtor de grãos do País —, a GreenFarm busca se beneficiar da centralidade do Estado no agronegócio nacional. A escolha do Parque Novo Mato Grosso, nova área destinada a grandes eventos, também indica a tentativa de acompanhar o aumento de escala dessas feiras.

Apesar do discurso de consolidação, a organização ainda não divulgou números detalhados da edição anterior, o que dificulta mensurar o avanço do evento em termos de público e volume financeiro. Ainda assim, o movimento de expansão e a ampliação da programação indicam uma aposta clara em crescimento.

Para produtores rurais, a edição de 2026 tende a oferecer um ambiente concentrado de acesso a tecnologias, fornecedores e informação técnica — além de oportunidades diretas de negociação —, em um momento em que decisões de investimento seguem condicionadas por custos elevados e maior seletividade no crédito.

SERVIÇO

Evento: GreenFarm 2026
Data: 27 a 30 de maio de 2026
Local: Parque Novo Mato Grosso
Cidade: Cuiabá
Para mais informações, clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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