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Kepler Weber Registra Receita de R$ 357,2 Milhões no Primeiro Trimestre e Anuncia Parceria com Procer e XP

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Resultados Financeiros do Primeiro Trimestre

A Kepler Weber encerrou o primeiro trimestre de 2025 com uma receita líquida de R$ 357,2 milhões, marcando um crescimento de 28% nas áreas de Reposição e Serviços e de 5,6% em Negócios Internacionais, em comparação com o mesmo período de 2024. No entanto, quando comparado ao trimestre anterior, a receita registrou uma queda de 6,1%, totalizando R$ 380,3 milhões. A empresa atribui essa retração a “fatores externos”, como juros elevados, restrição de crédito e uma diminuição na renda do produtor rural, impactada pela variação nos preços das commodities.

Em relação ao lucro líquido, a Kepler Weber obteve R$ 25,6 milhões, uma redução em comparação aos R$ 52,2 milhões registrados no último trimestre de 2024. A margem EBITDA foi de 14,8%, apresentando uma diminuição de 3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A companhia ainda destaca o fechamento do maior negócio dos últimos cinco anos, realizado no setor de biocombustíveis, como um reflexo da eficácia de sua estratégia de diferenciação, eficiência e proximidade com o cliente.

Perspectivas para o Segundo Trimestre

A diretoria da Kepler Weber prevê margens ainda pressionadas no segundo trimestre, mas confia na recuperação gradual da rentabilidade ao longo do semestre, impulsionada por uma safra recorde e pela melhoria na renda do produtor. Com isso, espera-se maior diluição dos custos fixos, à medida que mais projetos sejam executados e as condições de mercado se normalizem.

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Parceria com Procer e XP

No dia 29 de abril, a Kepler Weber anunciou uma nova parceria estratégica com a Procer e a XP. O acordo prevê a oferta de soluções financeiras aos 1,5 mil clientes da Procer, com o intuito de ampliar a rentabilidade dos produtores rurais. As soluções incluem gestão de caixa, proteção de margens, hedge e investimentos, além de novos serviços como gestão de risco, research, câmbio, antecipação de recebíveis, revisão tributária e seguros.

A Procer, especializada no monitoramento de unidades de armazenagem, gerenciou cerca de 60 milhões de toneladas de grãos em 2024, movimentando mais de R$ 120 bilhões. A parceria visa fortalecer ainda mais a presença da empresa no mercado agropecuário.

Desempenho por Segmento de Negócio

Reposição e Serviços: O segmento alcançou R$ 73,1 milhões em receita líquida, representando um aumento de 28% em relação ao primeiro trimestre de 2024. A Kepler Weber destaca que a ampliação da participação desse segmento na receita total visa promover maior recorrência e rentabilidade. A base de clientes também cresceu, refletindo a efetividade da estratégia comercial da empresa.

Negócios Internacionais: O setor de negócios internacionais, que abrange 53 países, registrou um crescimento de 5,6% na receita líquida, alcançando R$ 41 milhões no primeiro trimestre. Esse desempenho reflete a sólida presença da Kepler Weber na América do Sul, especialmente em mercados chave como Uruguai, Colômbia e Angola.

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Fazendas: O segmento, que atende diretamente os produtores rurais, manteve-se praticamente estável, com receita líquida de R$ 131,7 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 132 milhões do ano anterior. A empresa ressaltou que o aumento de 18% no número de clientes atendidos no trimestre reflete a ampliação da cobertura de mercado.

Agroindústrias: Este segmento registrou receita líquida de R$ 100,8 milhões, impulsionada pela crescente demanda por capacidade de armazenagem. No entanto, houve uma redução de 4,9% em relação ao mesmo período de 2024, devido ao impacto do ambiente econômico sobre a rentabilidade dos projetos.

Portos e Terminais: A receita líquida foi de R$ 10,6 milhões, uma queda significativa em comparação ao ano anterior. No entanto, a empresa destacou que, apesar da redução, o segmento manteve sua rentabilidade e o volume de clientes atendidos permaneceu estável.

Projeções e Expectativas

A Kepler Weber está otimista com a recuperação dos próximos meses, com expectativas de melhora nas margens de rentabilidade e um aumento na execução de projetos ao longo do segundo semestre, que deverá trazer resultados positivos para a companhia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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