AGRONEGÓCIO

Novo Biodefensivo à Base de Baculovírus é Alternativa no Controle da Lagarta-do-Cartucho

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Um avanço significativo na agricultura brasileira é anunciado com o lançamento do novo biodefensivo à base de baculovírus, uma promissora arma no controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). Desenvolvida em colaboração entre a Embrapa e a empresa brasileira Life Biological Control, essa tecnologia oferece uma formulação exclusiva, adaptada às demandas das lavouras nacionais.

Tecnologia Eficiente e Sustentável

O biodefensivo, comercialmente registrado como Destroyer, destaca-se por sua eficácia no combate à praga, sem representar ameaças à saúde humana ou ao meio ambiente. Com sua base no baculovírus, esse produto é capaz de infectar a lagarta-do-cartucho sem prejudicar outras formas de vida, como plantas, animais e microrganismos.

O estudo pioneiro que levou ao desenvolvimento do Destroyer iniciou-se em 1984 e envolveu uma extensa pesquisa coordenada pelo Dr. Fernando Hercos Valicente, da Embrapa Milho e Sorgo (MG). Por meio desse trabalho, foram isolados cerca de 22 tipos de baculovírus, sendo que o vírus 6-NR, por sua peculiaridade de não causar liquefação imediata do tegumento das larvas após a morte, foi escolhido para o desenvolvimento do novo produto.

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Contribuição para a Agricultura Sustentável

Cristiane Tibola, CEO da Life Biological Control, enfatiza que o Destroyer é um marco na busca por soluções sustentáveis na agricultura. Além de seu alto desempenho no controle da praga, o biodefensivo não polui o meio ambiente, não afeta os aplicadores e preserva os inimigos naturais das pragas.

A formulação em pó molhável do Destroyer facilita sua aplicação e armazenamento, garantindo uma maior durabilidade. Sua ação seletiva atinge apenas a lagarta-do-cartucho, preservando outros insetos benéficos no ambiente agrícola.

Perspectivas para o Mercado de Insumos Biológicos

Gabriel Nunes, coordenador da área de Desenvolvimento de Produtos Biológicos da Life, destaca a crescente demanda por produtos sustentáveis na agricultura, impulsionando o mercado de insumos biológicos. O Brasil, com seu clima tropical favorável, apresenta-se como um cenário propício para o desenvolvimento e aplicação dessas soluções, contribuindo para uma agricultura mais eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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