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Programa Criança Feliz promove encontros sobre saúde da gestante

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Teve início nesta segunda-feira (12), em Cuiabá, a série de conferências promovidas pelo Programa Criança Feliz, com foco na saúde das gestantes e no atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade econômica. A abertura aconteceu com uma roda de conversa na unidade do CRAS do bairro Jardim Araçá, com a participação da enfermeira chefe Patrícia Parreão da Silva, da UBS Santa Isabel.

As conferências seguem ao longo do mês de maio, sempre no período da tarde, das 14h às 16h, nas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e em unidades de saúde parceiras. O objetivo é oferecer palestras e rodas de conversa com médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da saúde, abordando temas fundamentais para o desenvolvimento infantil e o bem-estar das gestantes.

Confira o cronograma completo das ações:

2/05 – Nova Esperança
13/05 – CPA
14/05 – Jardim União
15/05 – Pedregal
19/05 – Planalto
20/05 – Pedra 90
21/05 – Jardim Araçá

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As atividades já passaram pelos bairros CPA, União, Pedregal, Planalto, Pedra 90 e Nova Esperança, reunindo profissionais como a sanitarista Andreia, a psicóloga Mita e a Dra. Daniele Teixeira, da Comissão de Ações Comunitárias da OAB.

“Essas conferências são pensadas para dar suporte às nossas gestantes e às famílias atendidas pelo Programa Criança Feliz. São momentos de escuta, orientação e acolhimento com a presença de profissionais da nossa rede de saúde”, explica Michelle Machado, coordenadora do programa.

O Programa Criança Feliz é voltado ao desenvolvimento integral de crianças de 0 a 3 anos e ao fortalecimento do vínculo familiar. Atualmente, 696 beneficiários são atendidos em Cuiabá. A iniciativa é executada nas unidades do CRAS nos bairros Jardim Araçá, CPA, Jardim União, Pedregal, Planalto, Pedra 90 e Nova Esperança, integrando ações de saúde, assistência e educação para garantir uma primeira infância com mais oportunidades.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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