AGRONEGÓCIO

Agroindústria e Agrosserviços Impulsionam Empregos no Agronegócio Brasileiro

Publicado em

O agronegócio brasileiro registrou um contingente de 28,4 milhões de trabalhadores no terceiro trimestre de 2024, um aumento de 1,9% (cerca de 533 mil pessoas) em comparação ao mesmo período de 2023. Os dados são fruto de estudos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O setor manteve sua representação em 26% do total de ocupações no Brasil entre julho e setembro de 2024.

Crescimento impulsionado por agroindústria e agrosserviços

Pesquisadores do Cepea/CNA destacam que o crescimento do número de ocupados no agronegócio foi impulsionado, sobretudo, pela expansão da agroindústria e dos agrosserviços. A agroindústria apresentou um aumento de 6,7% (cerca de 303 mil trabalhadores) em relação ao terceiro trimestre de 2023, enquanto os agrosserviços cresceram 6,3%, adicionando aproximadamente 611 mil pessoas ao mercado de trabalho.

No segmento agroindustrial, sobressaíram as atividades de produção de massas e outros alimentos (13,8% ou 55.355 novos postos), móveis de madeira (11,3% ou 54.284), açúcar (24,7% ou 31.025), moagem e produtos amiláceos (12,5% ou 30.984) e têxteis de base natural (8,4% ou 9.326). Juntas, essas atividades agregaram 198.166 trabalhadores à força de trabalho do setor. Este avanço contribuiu para o aumento da demanda por serviços, refletindo a maior complexidade operacional de algumas atividades industriais e a consequente mobilização de uma ampla gama de agrosserviços.

Leia Também:  Preços de alimentos e bebidas caem pelo quarto mês consecutivo no Paraná, aponta Ipardes
Perfil da força de trabalho

O aumento na população ocupada no agronegócio entre julho e setembro de 2024 está relacionado a três fatores principais: o crescimento no número de empregados com e sem carteira assinada, o maior nível educacional dos trabalhadores – uma tendência histórica do setor – e o aumento significativo na participação feminina no período.

Esses resultados reforçam a relevância do agronegócio como um dos principais motores do mercado de trabalho no Brasil, demonstrando avanços não apenas em quantidade, mas também na qualidade e na inclusão dentro do setor.

Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Published

on

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

Leia Também:  Preços de alimentos e bebidas caem pelo quarto mês consecutivo no Paraná, aponta Ipardes

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia Também:  Café: Menos Compradores e Ajustes nos Preços Fazem Nova York e Londres Recuarem

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA