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Irani Reporta Resultados do Segundo Trimestre de 2024 com Crescimento em Segmentos-Chave

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A Irani (RANI3) divulgou seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2024, reportando um lucro líquido de R$ 40,065 milhões. Esse valor representa uma queda expressiva de 82,5% em comparação com o lucro de R$ 228,746 milhões obtido no mesmo período de 2023. O resultado também ficou aquém das expectativas do mercado, que previam um lucro de R$ 47 milhões. Como reação a esses números, as ações da empresa apresentaram uma queda de 0,9% no dia de hoje.

Apesar da significativa redução no lucro líquido, o Ebitda ajustado da Irani apresentou uma leve alta de 0,8%, alcançando R$ 118,018 milhões. A receita líquida de vendas também teve uma leve diminuição de 0,3%, somando R$ 393,459 milhões.

No segmento de Embalagens Sustentáveis, especificamente em Papelão Ondulado, a empresa registrou um volume de vendas de 41,9 mil toneladas no segundo trimestre de 2024, um aumento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento reflete um mercado mais aquecido em 2024 e o incremento na capacidade produtiva da Unidade Embalagem Campina da Alegria, impulsionado pelo Projeto Gaia II. Em comparação ao primeiro trimestre de 2024, o volume de vendas se manteve estável.

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No segmento de Papel para Embalagens Sustentáveis, a Irani reportou um volume de vendas de 31,7 mil toneladas. Esse número representa um aumento de 8,4% em relação ao segundo trimestre de 2023 e uma elevação de 4,4% em relação ao primeiro trimestre de 2024. O crescimento neste segmento é atribuído ao aumento das vendas de papel flexível para o mercado externo.

Apesar dos desafios enfrentados com a queda no lucro líquido, a Irani demonstra resiliência e capacidade de adaptação ao mercado, evidenciada pelo crescimento em segmentos estratégicos e uma leve melhoria no Ebitda ajustado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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