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Contribuindo para o bem-estar animal, desmama lado a lado impulsiona resultados financeiros das fazendas de cria

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O manejo racional compreende todo o ciclo de vida dos bovinos, com boas práticas existentes para o cuidado desde o nascimento até o momento do abate. No caso da separação dos bezerros de suas mães, processo conhecido como desmama, a condução adequada dessa tarefa proporciona impactos positivos no ganho de peso do animal e, consequentemente, no resultado financeiro da fazenda.

A desmama lado a lado, como é conhecida essa prática, consiste na separação gradual de bezerro e mãe, de forma a reduzir o estresse característico dessa atividade. Posteriormente, isso também permite uma retomada mais rápida da rotina de pastejo, ruminação e descanso.

“É muito perceptível que uma desma¬ma abrupta acabou de ser realizada numa propriedade. Tanto as vacas quanto os bezerros ficam se movendo de um lado para o outro do pasto, reduzindo a ingestão de alimentos, a ruminação e o descanso. Com esse cenário, a consequência esperada é um desempenho inferior no período após a desmama, além da elevação do risco de doenças e acidentes”, explica o zootecnista e Gerente Comercial da Beckhauser, Gustavo Lazarin.

Por isso, o profissional aponta a necessidade de planejamento e estruturação da fazenda para esse processo. Após a realização dos manejos que precedem a desmama, como vermifugação e identificação, vacas e bezerros retornam para o mesmo pasto onde ficarão juntos por três dias.

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“Pastagem de fácil acesso é imprescindível para o êxito dessa prática, pois esse é o ambiente que abriga os bezerros após a saída das vacas. O momento de abastecimento dos cochos é uma oportunidade para que o vaqueiro ande no meio deles de forma calma, para que também se acostumem com a sua presença”, destaca.

No quarto dia, as vacas devem ser conduzidas para um pasto próximo ao dos bezerros, dividido por cercas e com um corredor no meio, no qual elas devem ficar por, pelo menos, mais três dias. “Esse tempo é suficiente para que o bezerro reconheça o pasto e encontre os recursos, além de se recuperar do estresse do manejo”.

Depois desse período, as vacas são colocadas em pastagens vizinhas. Tanto elas quanto os bezerros passam a aprender que ainda existe uma proximidade entre eles e, dessa forma, ganham confiança para explorarem o ambiente sem estarem na presença um do outro.

Reflexo no bolso do pecuarista

De acordo com análises conduzidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), os bezer¬ros desmamados no manejo lado a lado apresentam ganhos de peso até 37% superiores quando comparados com os desmamados de forma abrup¬ta.

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Essa diferença no desempenho se dá, principalmente, durante as quatro primeiras semanas e, após esse tempo, ela se reduz, mas o peso vivo continua su¬perior nos bezerros desmamados lado a lado.

“Considerando que cerca de 63% do lucro das fazendas de cria se relaciona com ganho de peso nos bezerros, esse atributo impacta diretamente a saúde financeira dos negócios, ainda mais no cenário atual, em que é crescente a venda com base no peso vivo”, ressalta Lazarin.

“Além de contribuir para o bem-estar dos ani¬mais, a desmama lado a lado também traz ganhos econômicos para os produtores, de¬correntes do melhor desempenho dos bezerros, que são vendidos por um valor melhor e/ou iniciam a re¬cria mais pesados, acelerando o ciclo de produção”.

A Beckhauser, indústria produtora de equipamentos de contenção para bovinos, os becksafes, possui soluções para o manejo adequado pré-desmama. “Temos produtos adaptados para a acomodação tanto de bezerros quanto de bovinos adultos, que são customizáveis de acordo com a necessidade de cada fazenda. O investimento na contenção adequada também contribui para os ganhos financeiros e em bem-estar animal da propriedade”, conclui.

Fonte: Beckhauser

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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