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Investimentos em turismo e valorização do centro histórico marcam a gestão Emanuel Pinheiro

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A valorização do espaço do centro histórico, os investimentos no turismo, a exemplo da revitalização da Orla do Porto I e da Vila da Cuiabania, além da entrega da Orla do Porto II, são alguns dos destaques elencados pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, ao comentar nesta terça-feira (13) os esforços contínuos ao longo de quase oito anos de gestão para transformar Cuiabá em um polo de turismo e cultura.

Entre os marcos mais significativos, o gestor relembrou que, em dezembro, a Prefeitura de Cuiabá realizará a entrega do Aquário Municipal, que se destaca como uma verdadeira obra de arte e será um ponto de encontro para todas as idades.

“Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a valorização da Cuiabania e com o turismo na capital. Ainda no coração da cidade, a parceria público-privada para a reconstrução do Mercado Municipal Miguel Sutil está em pleno andamento. Situado ao lado da histórica casa da mãe de Dante de Oliveira, essa será uma obra de impacto que resgatará e revitalizará o centro histórico de Cuiabá, reafirmando nossa vocação para o progresso com respeito às tradições.” Em julho deste ano, o prefeito realizou uma vistoria técnica no local e fez o lançamento oficial das obras de edificação.

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“O projeto inclui a digitalização do patrimônio histórico, a ampliação das calçadas para garantir acessibilidade, a instalação de piso tátil e a melhoria do conforto, comodidade e segurança para os pedestres, especialmente idosos e pessoas com deficiência. Entre as melhorias previstas estão ainda a instalação de mobiliário urbano, como pontos de ônibus, lixeiras, bancos, bicicletários e relógios inteligentes, proporcionando maior conectividade à população. Esta é uma transformação significativa que trará muitos benefícios à nossa cidade”, explicou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Entre as conquistas, o gestor também mencionou o resgate do PAC Cidade Histórica, uma iniciativa que, literalmente, foi tirada do papel quando Emanuel Pinheiro assumiu a gestão municipal em 2017. Relembrando as ações já executadas pela Prefeitura de Cuiabá com o amparo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, Pinheiro citou as entregas já efetuadas: as praças Alencastro, República, Ipiranga, Bispo Dom José, Senhor dos Pássaros, Alberto Novis, Caetano Albuquerque, Praça da Mandioca, MISC (Museu da Imagem e do Som Cuiabano), além da Casa Barão de Melgaço, fachada da Casa de Bem-Bem, escadaria do Morro Alto, escadaria do Beco Alto e Praça Santos do Morro, e intervenções no Beco do Candeeiro e na Praça Santos Dumont.

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“Estamos prestes a entregar a restaurada Praça Rachid Jaudy – a última das praças históricas que faltava ser devolvida à população. Reafirmo meu compromisso de honrar e valorizar a herança cultural cuiabana. Além disso, estamos em obra para finalizar, até o próximo ano, o projeto que transformará o centro histórico no verdadeiro ‘shopping center’ da cidade, revitalizando-o e dando vida nova à nossa rica história, o moderno Mercado Municipal Miguel Sutil.”

O gestor destacou: “Essas ações são apenas um exemplo de como investimos na estrutura de Cuiabá, deixando um legado de modernidade, preservação e desenvolvimento. Se detalhássemos todas as realizações, precisaríamos de muito mais que alguns minutos – a transformação da nossa querida cidade é vasta e motivo de orgulho”, finalizou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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