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Inteligência artificial ajuda a reduzir em até 8% os custos com defensivos na lavoura de cana

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A Taranis do Brasil, empresa especializada em tecnologia agrícola, vem demonstrando como o uso da IA pode reduzir significativamente os custos com defensivos, proporcionando diagnósticos mais precisos e decisões mais eficientes no combate às plantas daninhas.

Redução de custos no uso de defensivos agrícolas

Durante uma palestra patrocinada pela Taranis do Brasil, o sócio-diretor da Pecege Consultoria e Projetos, João Botão, revelou que os custos com defensivos agrícolas podem representar até 8% do total investido por tonelada colhida de cana-de-açúcar. Esse percentual faz parte dos 27% dos gastos com insumos, que também incluem fertilizantes (11%), mudas (4%), corretivos (3%) e outros insumos (1%).

Segundo Botão, a redução desses custos é possível com o uso de inteligência artificial, que orienta o produtor a aplicar os defensivos de forma mais assertiva, evitando desperdícios e aumentando a eficácia no controle das ervas daninhas.

Diagnóstico preciso com tecnologia de ponta

A Taranis utiliza inteligência artificial para identificar e quantificar a presença de mais de 100 espécies de plantas daninhas, além de mapear o nível de infestação em diferentes partes da lavoura. A tecnologia permite visualizar a extensão do problema, indicando onde e como agir.

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João Botão apresentou três cenários práticos em que a tecnologia foi aplicada:

  • Cenário 1 – Solo arenoso, altura de corte de 30 cm, área em pousio:
    • Alta infestação de braquiária (63,7%), média de digitária (5,14%) e baixos níveis de capim favorito, guanxuma, grama seda, mamona e euphorbia.
  • Cenário 2 – Solo argiloso, altura de corte de 60 cm, em pré-fechamento de linha:
    • Infestação média de corda-de-viola (9,48%) e capim colonião (8,76%), e baixa de braquiária (0,55%).
  • Cenário 3 – Solo argiloso, altura de corte de 80 cm, em pré-colheita:
    • Infestação média de mucuna (8,81%), capim colonião (5,22%), folha larga (4,68%), e baixa de grama seda (1,22%).

Esses dados mostram como a IA oferece uma análise detalhada e eficiente das condições da lavoura, promovendo uma gestão mais racional dos insumos.

Taranis cresce no Brasil com metodologia exclusiva

Presente no Brasil há cinco anos, a Taranis vem crescendo de forma acelerada, com expansão superior a 300% no último triênio. A empresa oferece uma metodologia exclusiva baseada em câmeras de alta resolução instaladas em drones e aeronaves Cessna 172, que realizam o mapeamento das lavouras com grande precisão.

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Cada aeronave é capaz de mapear até 2 mil hectares por dia, capturando imagens de precisão foliar e de ampla cobertura. Com isso, é possível identificar plantas daninhas, deficiências nutricionais e doenças, além de localizar cada infestação por talhão.

Aplicação prática e tomada de decisão assertiva

Com o suporte da IA, o agricultor consegue não apenas identificar os problemas, mas também revisar práticas agrícolas e escolher os herbicidas e dosagens mais adequadas para o controle das ervas daninhas.

“Com nossa metodologia exclusiva, podemos detectar o aumento de plantas daninhas, a necessidade de revisar práticas agrícolas e a escolha correta do produto a ser usado”, afirma Fábio Franco, gerente-geral da Taranis do Brasil.

A tecnologia desenvolvida pela Taranis representa uma nova era no manejo agrícola, oferecendo uma abordagem mais sustentável, econômica e eficaz no controle de ameaças à lavoura. O uso da inteligência artificial está se consolidando como uma aliada indispensável na busca por maior produtividade e redução de custos na produção de cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Arroz hoje: mercado trava com custos em alta e expectativa por leilões do governo no Brasil

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O mercado de arroz hoje no Brasil opera em ritmo cauteloso, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. A combinação de custos elevados, dificuldades no repasse de preços e ожидativa por leilões governamentais tem travado as negociações e dividido agentes ao longo da cadeia.

Levantamento do Cepea aponta que o cenário atual é marcado por incertezas, com compradores e vendedores adotando estratégias distintas diante das condições de mercado.

Mercado externo: demanda sem força decisiva no curto prazo

No cenário internacional, o arroz não apresenta, neste momento, um vetor suficientemente forte para destravar o mercado interno brasileiro. Apesar de alguma estabilidade nas exportações, o fluxo externo não tem sido capaz de compensar as dificuldades domésticas de formação de preços.

Com isso, o comportamento do mercado segue mais dependente de fatores internos, especialmente políticas de apoio à comercialização.

Mercado interno: negociações travadas e agentes divididos

No mercado doméstico, o ritmo de negócios segue lento. De um lado, indústrias buscam recompor estoques e, em alguns casos, elevam suas ofertas para atrair vendedores. De outro, parte dos compradores prefere aguardar definições sobre os leilões de apoio do governo antes de avançar nas aquisições.

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Entre os produtores, o comportamento também é heterogêneo:

  • Produtores com maior necessidade de caixa intensificam vendas no mercado spot
  • Outros optam por reter produto, insatisfeitos com os preços atuais
  • Parte do setor mantém foco na colheita, postergando negociações
Preços do arroz hoje: dificuldade de repasse pressiona mercado

Os preços do arroz em casca seguem pressionados pela dificuldade de repasse ao longo da cadeia. Atacado e varejo apresentam resistência a reajustes, limitando a margem de negociação da indústria e impactando diretamente o produtor.

Esse desalinhamento entre os elos da cadeia contribui para a lentidão nas transações e reforça o ambiente de cautela.

Indicadores: custos de produção seguem em alta

Outro fator relevante para o mercado de arroz hoje é a elevação dos custos de produção. Insumos mais caros continuam pressionando a rentabilidade do produtor, reduzindo o estímulo à comercialização em patamares considerados baixos.

Além disso, as condições climáticas também impactam o andamento da safra:

  • Chuvas em microrregiões do Rio Grande do Sul atrasam a colheita
  • Trabalhos no campo seguem de forma parcial
  • Atrasos atingem tanto o arroz quanto a soja
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Análise: leilões PEP e Pepro são decisivos para o mercado

A expectativa pela divulgação dos editais de leilões de apoio à comercialização — como PEP (Prêmio para Escoamento de Produto) e Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) — é hoje o principal fator de influência sobre o mercado.

Esses mecanismos podem:

  • Garantir melhor remuneração ao produtor
  • Estimular o escoamento da produção
  • Reequilibrar a formação de preços

Enquanto não há definição oficial, o mercado tende a permanecer travado, com negociações pontuais e comportamento cauteloso.

Diante desse cenário, o arroz se mantém como uma commodity hoje sensível a políticas públicas e custos de produção, com tendência de volatilidade no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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