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Estresse hídrico atrasa semeadura e afeta produtividade do feijão no Rio Grande do Sul

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Semeadura do feijão avança lentamente no Estado

A semeadura do feijão da primeira safra atingiu 60% da área prevista no Rio Grande do Sul, de acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O avanço esperado para o início de dezembro foi adiado devido à escassez de chuvas, especialmente nos Campos de Cima da Serra, onde o solo permanece seco.

Atualmente, 51% das lavouras estão em fase vegetativa, 19% em floração, 17% em enchimento de grãos, 9% em maturação e 4% já foram colhidas.

Falta de chuvas e calor intenso prejudicam lavouras

Segundo a Emater/RS-Ascar, o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das lavouras segue, em geral, dentro da normalidade. Contudo, o estresse hídrico tem causado perdas de produtividade em diversas regiões do Estado.

A combinação de solos secos e temperaturas elevadas reduziu o crescimento das plantas, ocasionou abortamento de flores e comprometeu o pegamento de vagens. Apesar disso, a entidade informa que as condições fitossanitárias permanecem dentro dos padrões adequados.

Produtividade e área cultivada estimadas

Para esta safra, a Emater/RS-Ascar estima uma área total de 26.096 hectares cultivados, com produtividade média prevista de 1.779 kg por hectare.

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Na região administrativa de Ijuí, a colheita já começou nas lavouras menos afetadas pela seca. No entanto, áreas ainda em floração e formação de vagens apresentam sintomas severos de estresse hídrico, com queda de flores e folhas e redução no número de vagens.

Situação regional: Pelotas e Santa Maria

Em Pelotas, 74% da área projetada já foi semeada, sendo 44% das lavouras em fase vegetativa, 31% em florescimento, 23% em formação de grãos e 2% em maturação.

Já em Santa Maria, a semeadura foi totalmente concluída, e cerca de 70% das áreas estão em fase reprodutiva. Algumas lavouras mais adiantadas, aproximadamente 10%, já iniciaram a colheita, com rendimento médio de 1.414 kg por hectare.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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