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inpEV reforça a importância da tríplice lavagem para a destinação correta de embalagens vazias de defensivos agrícolas

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Em 22 de março, celebrou o Dia Mundial da Água, elemento fundamental nas atividades agrícolas. A tríplice lavagem das embalagens vazias de defensivos agrícolas é o procedimento no qual o agricultor tem uma maior economia desse recurso natural. Neste sentido, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade gestora do Sistema Campo Limpo, reforça que a tríplice lavagem das embalagens pós-consumo de defensivos é um dos processos que exige atenção e cuidado extra dos agricultores para a devolução.

“A destinação correta de defensivos agrícolas é uma responsabilidade compartilhada e todos os elos da cadeia são determinantes para o sucesso do Sistema Campo Limpo. E o primeiro elo é o agricultor: se ele realizar com rigor e zelo todas as etapas de devolução, é um bom começo para garantirmos uma destinação ambientalmente correta para as embalagens”, avalia Marcelo Okamura, presidente do inpEV.

Por que lavar as embalagens?

As embalagens devem ser devidamente lavadas por quatro principais motivos:

  1. Porque as embalagens lavadas corretamente podem ser recicladas e gerarem até 37 artefatos;
  2. Para aproveitar o produto resultante da lavagem;
  3. Porque a destinação ambientalmente correta das embalagens contribui para preservar a saúde humana e o meio ambiente;
  4. Para cumprir a Lei de Agrotóxicos (Lei Federal Nº 7.802/1989, revogada pela Lei nº 14.785/2023).
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Há dois tipos de lavagens: a tríplice lavagem, que consiste em enxaguar três vezes a embalagem vazia; e a lavagem sob pressão, na qual a embalagem é encaixada no funil do pulverizador e a bomba do próprio equipamento gera a força para pressionar o bico de lavagem.

O que deve ser lavado?

Embalagens rígidas (plásticas e metálicas) que acondicionam formulações líquidas de defensivos agrícolas para diluição em água devem ser lavadas no momento do preparo da calda.

Como fazer a tríplice lavagem?
  1. Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador;
  2. Adicione água limpa à embalagem (até ¼ do volume);
  3. Tampe bem a embalagem e agite por 30 segundos para dissolver todo o resíduo do produto que possa ter aderido à embalagem;
  4. Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador e, em seguida, mantenha a embalagem escoando por 30 segundos;
  5. Repita a operação outras duas vezes (itens 2 e 3);
  6. Após esvaziar a embalagem pela última vez no tanque do pulverizador, perfure-a para que não possa ser reutilizada.

“O preparo correto e a devolução das embalagens lavadas possibilitam a sua reciclagem para produção de novos artefatos. E, assim, todos contribuímos para uma agricultura mais sustentável”, reforça o presidente do inpEV.

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Para conhecer todas as etapas e cuidados no processo de devolução das embalagens de defensivos agrícolas, consulte o site do inpEV.

Fonte: inpEV

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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