AGRONEGÓCIO

Custos em alta: Imea alerta para desafios na safra de milho 2024/25

Publicado em

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um relatório que traz atualizações relevantes sobre a próxima safra de milho no estado. O levantamento destaca um aumento de 5,55% nos custos de produção do milho de alta tecnologia para a safra 2024/25, em comparação com a temporada anterior, alcançando R$ 3.466,67 por hectare.

Essa elevação nos custos foi influenciada por atualizações nos painéis modais de custo de produção, incorporando mudanças tecnológicas e no manejo, incluindo a adição de aplicações com adjuvantes. Além disso, o preço da semente de milho teve um aumento significativo de 19,26%, contribuindo para o aumento geral dos custos.

O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 4.871,42/ha, representando um acréscimo de 8,74% em relação ao ciclo anterior. Isso resulta em um ponto de equilíbrio (PE) 8,74% maior para cobrir o COE na safra 2024/25 em comparação com o ciclo 2023/24.

Os técnicos do Imea apontam que, para que o produtor consiga cobrir o COE, colhendo 103,86 sacas por hectare (referência da safra anterior), é necessário comercializar o milho a pelo menos R$ 46,90 por saca. No entanto, o relatório destaca um “cenário desafiador para o produtor”, já que a média do preço disponível na semana está abaixo de R$ 40,00 por saca no Mato Grosso.

Leia Também:  Sob impacto do El Niño, safra de soja apresenta perdas irreversíveis em todos os estados brasileiros

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

Published

on

O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

Leia Também:  Escalas de Abate Curtas Impulsionam Preços do Boi no Brasil

A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

Leia Também:  Colheita de Milho no Paraná Avança para a Fase Final

Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA