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Inpasa Amplia Uso do Sorgo na Produção de Etanol e Investe R$ 2,5 Bilhões em Biorrefinaria no Maranhão

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Com a inauguração da primeira fase de sua biorrefinaria em Balsas (MA) no dia 1º de agosto, a Inpasa planeja impulsionar o uso do sorgo na fabricação de etanol e fomentar a cultura no Brasil. Segundo Flávio Peruzzo, vice-presidente de Negócios e Originação, a meta é processar metade da produção com milho e metade com sorgo, cereal que exige menos água.

A empresa aposta que, em regiões ou safras com menor janela de plantio para o milho, a rotação soja-sorgo pode viabilizar uma segunda safra. “O objetivo não é substituir o milho, mas abrir espaço para o sorgo em áreas que nunca produziram na segunda safra”, afirma Peruzzo.

Incentivo à produção e contratos futuros para produtores

Assim como em outras unidades, a Inpasa comprará a matéria-prima de produtores locais. Para incentivar o sorgo, oferecerá contratos futuros aos agricultores da região. Na unidade baiana de Luís Eduardo Magalhães, prevista para abril de 2026, já há compras de sorgo agendadas para entrega a partir de junho de 2026.

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No Brasil, apenas as duas plantas do Mato Grosso — estado que processa 6,5 milhões de toneladas de milho por ano — ainda não utilizam sorgo. No Paraguai, o cereal já faz parte da produção.

Desafios e vantagens do sorgo no processo industrial

O processamento industrial de sorgo é semelhante ao do milho, mas com insumos mais caros e menor rentabilidade. A principal diferença é que o sorgo não gera óleo, embora sua tonelada custe menos. A produção de DDGS (coproduto usado na ração animal) é praticamente igual à do milho, e toda a produção da unidade de Balsas será destinada ao mercado interno.

Atualmente, óleo de milho e DDGS representam cerca de 25% do faturamento da Inpasa, que encerrou 2024 com R$ 14,8 bilhões e projeta chegar a R$ 24 bilhões em 2025 com a nova planta e expansões em outras unidades.

Investimento bilionário e operação acelerada

A planta de Balsas recebeu investimento de R$ 2,5 bilhões, incluindo um financiamento inédito de R$ 600 milhões do Banco do Nordeste. A segunda e última fase será inaugurada em setembro, apenas 16 meses após o início da construção.

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Com capacidade para processar 2 milhões de toneladas de milho e sorgo por ano, a unidade produzirá cerca de 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS e 47 mil toneladas de óleo vegetal.

Capacidade total e expansão no Brasil

Somadas, as cinco unidades brasileiras da Inpasa têm capacidade instalada para produzir 5,8 bilhões de litros de etanol por ano, 3 milhões de toneladas de DDGS, 245 mil toneladas de óleo vegetal e mais de 1.500 GWh de energia elétrica renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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