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Educação avança com 34 obras estruturantes e melhorias em todas as escolas da rede municipal

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A Secretaria Municipal de Educação promoveu ações em todas as 172 unidades da rede municipal de ensino no primeiro semestre de 2026, com 34 obras estruturantes, 72 projetos de prevenção contra incêndio aprovados e mais de 110 alvarás sanitários emitidos. O período foi marcado por uma intensa agenda de investimentos e melhorias, consolidando um dos maiores programas de modernização da rede municipal de ensino de Cuiabá. Com foco na expansão física, qualificação dos ambientes escolares, regularização institucional e manutenção preventiva, a gestão reforçou seu compromisso com uma educação pública de qualidade e acolhimento aos alunos. Balanço referente ao primeiro semestre de 2026.

Entre os principais investimentos em execução estão três novas unidades construídas desde o alicerce: o Cemei Altos do Parque, o Cemei Santa Terezinha II e o Ceic São Francisco de Assis. Também estão em andamento 17 obras de manutenção geral, incluindo o Ceic Santa Inês Poção, a Emeb Osmar Cabral e a Emeb Rafael Rueda.

Também foram entregues obras importantes, como a reforma geral da Emeb Jescelino José Reyners, a reconstrução da Emeb Esmeralda de Campos e as revitalizações do Centro Amar e do Ceic Marechal Rondon.

“Essas obras representam um importante avanço na ampliação e revitalização dos espaços escolares, proporcionando ambientes mais modernos, seguros e adequados para estudantes e profissionais da educação. Com as unidades novas previstas para serem entregues já no segundo semestre, estaremos ampliando a capacidade de atendimento da educação infantil”, pontuou o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira.

A modernização da rede educacional contou com a ampliação da climatização das unidades escolares, garantindo melhor qualidade do ar, maior eficiência energética e aumento da vida útil dos equipamentos. Os serviços de manutenção, limpeza e revisão foram realizados em 134 unidades, atingindo 84% da meta prevista. Entre as beneficiadas estão o Ceic Francisco Santana, a Emeb Madre Marta Cerutti e a Emeb Senador Darcy Ribeiro. Os 16% restantes já estão programados para execução, com prioridade para a Emeb Orlando Nigro e o Cmei Coronel Meireles.

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A Secretaria também manteve uma ampla política preventiva voltada à saúde da comunidade escolar.

“Foram executadas ações de limpeza de reservatórios de água, dedetização preventiva e sanitização em 143 unidades escolares, abrangendo Cemeis, Ceics e Emebs. Outras 22 unidades já estão incluídas no cronograma das próximas semanas, entre elas o Ceic Risoleta Neves e a Emeb Dom Bosco. O volume dessas operações demonstra a prioridade da gestão em garantir ambientes escolares saudáveis e seguros para alunos e servidores”, frisou o secretário adjunto de Obras Públicas da Educação, Mateus Silva Alves.

Manutenção corretiva

Em 49 unidades escolares foram realizados reparos em bombas d’água, correção de infiltrações, manutenção elétrica e hidráulica e recuperação de estruturas. Entre as execuções destacam-se a reforma da quadra da Emeb Orlando Nigro e as adequações hidráulicas no Ceic Clóvis Dias.

Em outras seis unidades, as ações corretivas e preventivas seguem em andamento, incluindo o Ceic Jamil Boutros e o Cemei Dante Martins.

Problemas estruturais históricos relacionados a infiltrações e sobrecarga elétrica foram solucionados com a instalação segura dos sistemas de climatização. Em 10 unidades foram necessárias intervenções completas, envolvendo a substituição de cobertura, modernização elétrica e adequação para climatização. Entre as beneficiadas estão os Ceics Inocêncio Leocádio, Amália Curvo e Elenita Paz de Assunção, além das Emebs Jesus Criança e Tereza Lobo.

De acordo com o secretário adjunto Mateus Silva Alves, a equipe técnica desenvolve 16 projetos de engenharia elétrica, preparando a rede para a climatização integral e a expansão tecnológica de unidades situadas em diferentes bairros, considerando o clima quente característico da capital mato-grossense.

Também foi iniciada a elaboração de sete projetos de média tensão para unidades de maior porte, contemplando escolas como a Emeb Jercelino José Reyners, a Emeb Osmar Cabral e o CEI Portal da Fé.

Nesse período, a Secretaria de Educação implementou o modelo de descentralização de recursos, que consiste na liberação de valores diretamente para as escolas realizarem pequenos reparos, permitindo mais agilidade na prestação de serviços à comunidade escolar.

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Os avanços alcançados incluem ainda a regularização dos sistemas de prevenção e combate a incêndio, considerada outro marco importante da gestão. Já são 72 projetos aprovados, sendo 32 simplificados e 40 completos, todos homologados pelo Corpo de Bombeiros. Além disso, cinco projetos estão em execução, com adequações físicas nas unidades, e outros 13 encontram-se em fase de levantamento e elaboração técnica.

Na regularização sanitária das unidades, a Secretaria também alcançou resultados positivos. Até o encerramento do semestre, foram emitidos 110 alvarás sanitários, atendendo rigorosamente às exigências da Vigilância Sanitária Municipal, enquanto 11 processos estão na fase final de emissão.

Somados às ações de sanitização e limpeza de reservatórios, esses resultados consolidam um amplo processo de adequação da rede municipal.

“Mais do que investimentos em infraestrutura, as ações representam investimentos diretos na aprendizagem, na segurança e no bem-estar de milhares de estudantes e profissionais da educação, fortalecendo uma rede cada vez mais preparada para os desafios”, avalia Reginaldo Teixeira.

No semestre também foram disponibilizados caminhões-pipa para 55 unidades, realizados serviços de limpeza de fossas em 40 unidades e atendimentos da equipe Patrulha em 59 unidades, com deslocamentos rápidos para reparos emergenciais em escolas, bibliotecas, coordenadorias e conselhos.

Números gerais do semestre:

172 unidades atendidas
34 obras estruturantes
3 novas escolas em construção
17 obras de manutenção geral
134 unidades com climatização revisada
143 unidades sanitizadas
49 unidades com manutenção corretiva
72 projetos de prevenção contra incêndio aprovados
110 alvarás sanitários emitidos
59 atendimentos emergenciais da equipe Patrulha

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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